terça-feira, 12 de julho de 2016

As indiretas na internet


Ao aderir a uma rede social estamos suscetíveis a ler quase todo tipo de coisa. Dentre as postagens interessantes, engraçadas e fofas, estão as mais chatas: as indiretas. Todo mundo com certeza já leu alguma coisa como "cansada de certas pessoas..." e por ai vai.

Acredito que um dos aspectos mais irônicos na internet, são essas indiretas. Digo irônico porque algo íntimo, sai do âmbito privado e pula para o público. E na maioria das vezes, a quem se destina a mensagem, nem lê.

E ultimamente, são tantas indiretas, que você vai entrando naquela vibe e quando vê, já está respondendo a indireta da indireta da indireta. Então é algo que tem me cansado extremamente.

Eu simplesmente não tenho mais paciência para essas coisas, como aconteceu recentemente no Facebook, fiz o bloqueio das atualizações de algumas pessoas, e também não entro na página, não sei o que está postando, acontecendo..... e tem me feito muito bem. Aproveito esse tempo para ver outras coisas mais agradáveis na internet.

Ninguém é obrigado a ficar lendo o que não faz bem, portanto não existe, também, a necessidade de ficar respondendo indiretas. Acho que é um exercício cansativo, inútil e até infantil, ficar nesse ping pong de recadinhos malcriados. Melhor é tirar o time de campo e deixar a outra pessoa expor sua imagem com provocações.

Diante disso, quero deixar bem claro, que não vejo perfis das pessoas que não fazem mais parte do meu ciclo social. Se quiser mandar indireta para mim, acho melhor marcar meu nome.

Responder à ofensa com ofensa, é como lavar a alma com lama. O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater.

:)









segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os fantásticos (terríveis) 2 anos



E os 2 anos da Elis se aproximam, e com ele uma fase "graciosa" que praticamente toda criança passa: os terríveis 2 anos.

Nesse período ocorre a transição bebê > criança e, além de ser uma fase de grandes mudanças para os pequenos, também acontecem as birras homéricas, os chororôs, as frustrações, um certo egoísmo e aquela dificuldade em aceitar e entender que o “não” e o “depois” existem.

Elis sempre foi uma criança muito doce, carinhosa, terna e muito apegada a nós. Sempre soube demonstrar carinho a todos os que a cercam... Mas também, sempre deixou claro a que veio, demonstrou ser geniosa e dona de uma forte personalidade. Porém nunca teve dificuldade em acatar bem as ordens recebidas e obedecia prontamente um não.
No entanto, ultimamente ela tem estado terrível. Nem parece a mesma princesa de sempre. Não em todo o tempo, mas algumas vezes ela tem apresentado um comportamento que nunca tínhamos observado antes, deixando todos os que a cercam (pais, avós, tios) de cabelo em pé.

Por isso minhas palavras chave para essa fase em especial, têm sido: amor, paciência e desapego – de tempo, de rotina, de espaço, enfim, de tudo.

De qualquer modo – e chegando no motivo de estar escrevendo esse post – o que tem me chamado muito a atenção desde que a Elis mudou seu comportamento, é o quão fascinante e encantador o mundo se tornou para ela, que agora anda, corre, senta, cai, levanta, deita, rola, sobre e desce sem auxílio de ninguém. Cada novo lugar, cada novo obstáculo, cada novo movimento, cada nova sensação é especial e única para uma criança nessa fase (e talvez em todas as outras, por que não). Eu vejo muita vida ali, querendo saltitar para fora daqueles olhinhos curiosos. Por isso tento acolhê-la mais e, ao invés de simplesmente impor e dizer não, dar opções a ela. Pensar algo como “cara, imagina o quanto isso aqui deve parecer o máximo para ele?!”. Às vezes consigo manter totalmente a calma e agir de forma lindamente racional, outras vezes não (porque, afinal, também tenho meus dias ruins e meus dias de tpm…).

Por isso tudo, tenho enxergado esse período não mais como terrível apenas e sim como “os fantásticos (terríveis?) 2 anos”. Porque é a melhor e a pior fase – ao mesmo tempo. Todos os dias ela nos presenteia com novos aprendizados, palavras, frases, gracinhas e muito carinho; assim como todos os dias ela arranja um motivo diferente para dar piti e chorar… chorar. E assim vamos seguindo, até que ela tenha maturidade suficiente para entender explicações mais complexas sobre a vida e suas regras. Por agora, não adianta fazer discurso eleitoral. Basta informar da forma mais simples possível e acolher a frustração, se ela vier.

No mais, Elis (no auge dos seus 1 ano e 8 meses) muito sabiamente vem me ensiando a contar até 15 em situações difíceis. Também ajuda entoar o nosso mantra materno “vai passar, vai passar”. Vai passar e logo virá outra fase difícil… e vai passar também. E assim o ciclo segue, infinito.

1, 2, 3… 15! :)


PS* As fotos dessa postagem, retratam o fiel resultado de suas estripulias diárias.
O queixo que o diga.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Como?

Há mais de 1 ano e meio, te olho e me pergunto como eu, seu pai, suas vovós e seus vovôs, vivemos esse tempo todo sem você.
Pra você só peço saúde, e prometo correr atrás do resto.

Te amo filha.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Vida alheia.com


Entrei no Facebook como costumo fazer diariamente e analisei mais profundamente os status postados pelos meus "amigos" (leia-se conhecidos e o porquê eu nem preciso explicar, né?). Será que as pessoas notam o quanto elas se expõem no mundo virtual? Digo Facebook por ser o mais usado, mas em redes sociais como Instagram e Twitter, principalmente.

Até onde vai a exposição das pessoas? Hoje é possível postar fotos, vídeos, conversar com os amigos, expor ideias pessoais em apenas uma rede social, entre várias outras funções. O celular fez com que o mundo da internet se difundisse ainda mais, pois a qualquer hora e em qualquer lugar, as pessoas podem postar fotos ou atualizar seus status, contando o que estão fazendo no momento ou planejando fazer. Dispositivos conseguem rastrear a localização dos usuários, mostrando onde eles se encontram na hora da foto/status.

As pessoas precisam mesmo ficar por dentro desses detalhes tão íntimos da vida de cada um? Ninguém precisa mais ler as colunas sociais dos jornais, afinal, que melhor jeito de ficar atualizado das fofocas alheias do que uma coluna digital, que está sempre atualizada, que as informações correm mais rapidamente e de pessoas mais próximas, que fazem parte do nosso dia a dia? Pergunta retórica.

A dúvida que paira em minha mente é justamente se essas pessoas percebem o quanto estão sendo expostas ou se fazem isso por algum tipo de impulso, uma vez que na hora de qualquer sentimento forte como tristeza, felicidade ou raiva, redes sociais são as formas mais rápidas de difundidos e ter respostas.

Não posso também ser cínica e dizer que não me exponho, porque também posto fotos, conto histórias do meu dia a dia e por vezes até falo sobre minhas tristezas e felicidades... mas estou mudando meus conceitos, e me policiando para que tudo não seja de uma forma tão explícita.

Então, aqui fica a minha conclusão: que a internet revolucionou as comunicações e o mundo, isso é fato e irrevogável, nos deixa mais próximos de algumas pessoas em momentos que não podemos ficar perto fisicamente, porém, a vida ainda acontece no cara a cara, no toque. Tem coisa, que a gente guarda, não porque seja segredo, mas porque não interessa a mais ninguém.

Todo mundo prega a liberdade, mas se prende a dar explicações da sua vida pessoal na internet. A privacidade é muito valiosa - pelo menos pra mim - e nada é tão bom como saber que se tem uma vida preservada longe dos teclados e dos monitores que nos deixam presos nesse mundo digital.


PS* É a minha humilde opinião, mas como a privacidade é (ou pelo menos era) individual, cada um sabe o que faz com ela, né? Fica a Dica!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Agradeça sempre


Eu participo de alguns grupos de discussão no Facebook e hoje me deparei com um post que mexeu comigo, mesmo, a ponto de me fazer chorar e de vir aqui escrever esse texto.

Nele, uma das participantes mostrava a foto do seu priminho, um bebê lindo, de menos de um ano, e contava que ele nasceu com hidrocefalia e que, depois, descobriram que ele tinha um tumor no cérebro. Segundo o que ela relatou, ele iniciou o tratamento via convênio, aqui no interior de São Paulo, mas agora o convênio afirma que não irá cobrir os custos de tratamento e hospedagem da família pois o seu plano ainda está em período de carência.

O bebê, então, começou o tratamento via SUS, mas a família não tem condições de custear hospedagem em outra cidade e aí surgiu o pedido de ajuda no grupo.

Gente, esse post cortou o meu coração. Me levou ao chão. O fato de eu ser mãe, ou porquê passei um susto com a Elis essa semana, ou o simples fato de eu ser humana, e ter um coração que bate dentro de mim, me fizeram ficar pensando sobre isso sem parar. E me fizeram, acima de tudo, parar para agradecer imensamente a saúde que a minha filha tem, pois, vamos ser sinceras, essa é a coisa mais valiosa que podemos ter. Mais valiosa mesmo que a nossa própria saúde.

Hoje, não é que a Elis não tenha nada, pelo contrário, vira e mexe tem alguma encrenca para tirar o nosso sono, mas ela leva a vida como qualquer criança da sua idade, é feliz, ativa e cheia de energia. E acredito que isso já seja motivo suficiente para acordar, todo santo dia, e agradecer, agradecer e agradecer. Seja a Deus, seja ao universo, seja a qual for a força divina que você acredita. Mas simplesmente agradecer.

Assim, quero dizer que, de verdade, pouco importa se só temos um filho e queríamos ter dois, se temos um filho que não veio na melhor hora, se temos um filho que é mais espoleta do que a gente queria ou se dorme muito pior do que a gente sonha, o que importa mesmo, mesmo, é que ele tenha saúde pois nada, nada, nada nesse mundo tem mais valor que isso.

Sempre que você for reclamar de algo, perder a paciência, achar que seu filho tinha que ser assim ou assado, lembre-se que ele é saudável e que há milhares, mas milhares de famílias que dariam tudo para essa ser a realidade delas.

Simples assim. Mas tão difícil da gente enxergar muitas vezes.

terça-feira, 24 de maio de 2016

A supermulher


Eu odeio a supermulher.

Ela é algo inatingível. Um esteriótipo que até pode ter sido criado pra inspirar e dizer: "Sim, você é capaz de tudo." Concordo. E parou por ai.

Sou capaz de tudo. Somos capazes de tudo!

Mas quem disse que precisa ser tudo ao mesmo tempo? E quem disse que a gente tem que fazer de tudo, só porque é capaz?

Quando vejo um comercial de TV mostrando o quanto é legal ser essa mulher multidisciplinar, bem sucedida e feliz em todos os aspectos da sua vida, tenho a vaga sensação de que executar todas as tarefas com êxito tem o mesmo resultado de assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. É humanamente impossível não pecar em algum lado, nem que seja na nossa sanidade.

Aquela doida varrida tentando equilibrar todos os lados da sua vida, afogada em um turbilhão de tarefas. E faz questão de resolver tudo sozinha. Quem disse que isso é legal?

Super mãe, super mulher, super esposa, super dona-de-casa, super profissional.

... Super louca!

A questão aqui é matemática. E a conta não fecha. O dia tem só 24 horas para encaixar tantos superpoderes.

Sabe qual o resultado da síndrome da supermulher?

Super culpa. Super frustação.

Tudo bem se você teve que trabalhar e ficou longe do seu filho. Tudo bem se você ficou com seu filho e foi uma profissional meia boca, ou nem sequer foi uma. Tudo bem se você não consegue ir na academia. Tudo bem se sua casa anda uma bagunça porque você preferiu ver um filme. Tudo bem se você não fez sexo só pra agradar seu marido naquela noite. Tudo bem! Desde que esteja bem resolvida com você.

Lutamos tanto pela igualdade de direitos lá fora, mas esquecemos que dentro de casa também precisa ser assim. Não temos a obrigação de dar conta de tudo! Dividir a carga é essencial.

Eu não dou conta de tudo! E quer saber? Tá tudo bem!

Forte abraço.