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quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Encerrando ciclos
Dia desses em meio a uma conversa aleatória, uma grande amiga me disse que a minha velocidade de processamento das coisas é mais rápida que das outras pessoas. Isso me fez rir, pensar um bocado e questionar muito de mim também. Na verdade, acho que me reconheci ali, naquela frase, e passei a prestar mais atenção em como eu me comportava diante das mais diversas situações. Percebi que, justamente por causa desse processamento das informações, sentimentos e dilemas do dia a dia, preciso sempre passar por todo um processo antes de tomar um tombo, uma decisão, de levantar e seguir em frente.
Acho que tudo isso tem decorrência da necessidade enorme que tenho de entender as coisas, as pessoas, o mundo em si e, principalmente, de entender a mim mesma. Por isso, em todas as vezes que enfrentei alguma fase mais difícil – seja ela no terreno pessoal, amoroso, materno ou profissional – foi preciso passar pelas mesmas etapas de sempre: parar, analisar, sentir, olhar lá para dentro, chorar tudo que tiver para chorar, levantar, me perdoar e dizer adeus. Sempre tive esse sentimento de que, antes que qualquer mudança necessária aconteça, é preciso sofrer essa “perda”, passar pelo luto e, então, encerrar aquele ciclo. Ou, como li hoje bem por acaso num texto que circula pela internet e tem sua autoria atribuída a Paulo Coelho:
“Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda… Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo…”
Foi assim que me senti no início da semana, depois de ter chorado escondida, logo após deixar a Elis na casa da minha mãe. Sim, talvez tenha sido o cansaço, talvez tenha sido a TPM mostrando suas garras afiadas, talvez tenham sido os hormônios que, no meu caso, andam bem bagunçados. E também pelas montanhas que me propus a escalar, pelos sucessos que ainda não consegui alcançar.
Por isso, sinto que antes que eu possa mudar o que precisa ser mudado, é necessário passar por todo esse processo… deixar a culpa ir embora, soltar as amarras, tirar todo peso que não me pertence dos ombros, desprender do que não deu certo, reaprender e me perdoar pelas falhas que tive. Tudo isso para que eu possa seguir em frente, mas de um jeito novo.
Nos últimos meses tenho me sentido falha... Falta de paciência, de compreensão, de empatia, de comprometimento, de dedicação. Coisas pequenas, que talvez passassem desapercebidas dos demais.
Pois é. Infelizmente nós temos uma facilidade enorme em enxergar nossos erros e em tirar nossos méritos, não é? Até pelo contexto em que vivemos e pelas cobranças constantes dos demais, que cultuam ideias equivocadas e até machistas.
Mas a ficha acabou caindo novamente para mim, dizendo em alto e bom som que esses pequenos erros irão ocorrer sim, porque perfeição simplesmente não existe. Que é impossível manter alguma sanidade mental e equilíbrio emocional tentando dar conta de muito mais do que poderíamos.
Por exemplo, eu sou mãe há quase 2 anos e me sinto como uma aprendiz ainda. Aprendo coisas novas todos os dias. Analiso e reaprendo aquelas que eu jurava que já sabia. Mudo de ideia, de opinião, de ponto de vista constantemente. Então, antes de fechar esse ciclo de entendimento e iniciar o próximo, eu me perdoo.
Mas eu também me perdôo pela inocência de ter achado que eu daria conta de tudo. Por ter assumido muito mais responsabilidades do que deveria. Por querer carregar o mundo nas costas e, de certa forma, facilitar a vida dos demais. Por achar que sou insubstituível ou que os outros não fariam as coisas tão bem quanto eu. Por não ter conseguido delegar e exigir mais de quem também deve ser responsável. Por não ter cuidado mais da minha saúde. Por ter exigido demais de mim mesma e levado as coisas ao limite outra vez. Por ter me subestimado em diversos aspectos. Por ter achado que sabia tudo em outros. E, finalmente, por ter demorado um pouco para sair desse emaranhado todo com uma certeza: eu fui a melhor pessoa que poderia ter sido naquele espaço de tempo.
Hoje, então, eu encerro alguns círculos viciosos que nada mais fazem do que sabotar os meus objetivos, a minha auto estima, as minhas virtudes e as minhas escolhas. Desprendo do meu corpo e da minha alma a preguiça, a procrastinação, a negação e os pensamentos que paralisam. Desvinculo de vez perfeição, porque é impossível sobreviver dentro desse contexto. E, acima de tudo, eu me perdoo – por tudo e por nada.
… parar, analisar, sentir, olhar lá para dentro, chorar tudo que tiver para chorar, levantar, perdoar, dizer adeus. Pronto. Agora posso mudar o que precisa ser mudado, melhorar o que pode ser melhorado.
Se vou pegar a estrada errada novamente? Com certeza. Somos seres humanos em evolução (constante, eu espero!). Mas, se pudesse pedir algo, seria:
“Concedei-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para mudar as que posso e sabedoria para reconhecer a diferença”. – the serenity prayer
:)
terça-feira, 12 de julho de 2016
As indiretas na internet
Ao aderir a uma rede social estamos suscetíveis a ler quase todo tipo de coisa. Dentre as postagens interessantes, engraçadas e fofas, estão as mais chatas: as indiretas. Todo mundo com certeza já leu alguma coisa como "cansada de certas pessoas..." e por ai vai.
Acredito que um dos aspectos mais irônicos na internet, são essas indiretas. Digo irônico porque algo íntimo, sai do âmbito privado e pula para o público. E na maioria das vezes, a quem se destina a mensagem, nem lê.
E ultimamente, são tantas indiretas, que você vai entrando naquela vibe e quando vê, já está respondendo a indireta da indireta da indireta. Então é algo que tem me cansado extremamente.
Eu simplesmente não tenho mais paciência para essas coisas, como aconteceu recentemente no Facebook, fiz o bloqueio das atualizações de algumas pessoas, e também não entro na página, não sei o que está postando, acontecendo..... e tem me feito muito bem. Aproveito esse tempo para ver outras coisas mais agradáveis na internet.
Ninguém é obrigado a ficar lendo o que não faz bem, portanto não existe, também, a necessidade de ficar respondendo indiretas. Acho que é um exercício cansativo, inútil e até infantil, ficar nesse ping pong de recadinhos malcriados. Melhor é tirar o time de campo e deixar a outra pessoa expor sua imagem com provocações.
Diante disso, quero deixar bem claro, que não vejo perfis das pessoas que não fazem mais parte do meu ciclo social. Se quiser mandar indireta para mim, acho melhor marcar meu nome.
Responder à ofensa com ofensa, é como lavar a alma com lama. O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater.
:)
terça-feira, 7 de junho de 2016
Vida alheia.com
Entrei no Facebook como costumo fazer diariamente e analisei mais profundamente os status postados pelos meus "amigos" (leia-se conhecidos e o porquê eu nem preciso explicar, né?). Será que as pessoas notam o quanto elas se expõem no mundo virtual? Digo Facebook por ser o mais usado, mas em redes sociais como Instagram e Twitter, principalmente.
Até onde vai a exposição das pessoas? Hoje é possível postar fotos, vídeos, conversar com os amigos, expor ideias pessoais em apenas uma rede social, entre várias outras funções. O celular fez com que o mundo da internet se difundisse ainda mais, pois a qualquer hora e em qualquer lugar, as pessoas podem postar fotos ou atualizar seus status, contando o que estão fazendo no momento ou planejando fazer. Dispositivos conseguem rastrear a localização dos usuários, mostrando onde eles se encontram na hora da foto/status.
As pessoas precisam mesmo ficar por dentro desses detalhes tão íntimos da vida de cada um? Ninguém precisa mais ler as colunas sociais dos jornais, afinal, que melhor jeito de ficar atualizado das fofocas alheias do que uma coluna digital, que está sempre atualizada, que as informações correm mais rapidamente e de pessoas mais próximas, que fazem parte do nosso dia a dia? Pergunta retórica.
A dúvida que paira em minha mente é justamente se essas pessoas percebem o quanto estão sendo expostas ou se fazem isso por algum tipo de impulso, uma vez que na hora de qualquer sentimento forte como tristeza, felicidade ou raiva, redes sociais são as formas mais rápidas de difundidos e ter respostas.
Não posso também ser cínica e dizer que não me exponho, porque também posto fotos, conto histórias do meu dia a dia e por vezes até falo sobre minhas tristezas e felicidades... mas estou mudando meus conceitos, e me policiando para que tudo não seja de uma forma tão explícita.
Então, aqui fica a minha conclusão: que a internet revolucionou as comunicações e o mundo, isso é fato e irrevogável, nos deixa mais próximos de algumas pessoas em momentos que não podemos ficar perto fisicamente, porém, a vida ainda acontece no cara a cara, no toque. Tem coisa, que a gente guarda, não porque seja segredo, mas porque não interessa a mais ninguém.
Todo mundo prega a liberdade, mas se prende a dar explicações da sua vida pessoal na internet. A privacidade é muito valiosa - pelo menos pra mim - e nada é tão bom como saber que se tem uma vida preservada longe dos teclados e dos monitores que nos deixam presos nesse mundo digital.
PS* É a minha humilde opinião, mas como a privacidade é (ou pelo menos era) individual, cada um sabe o que faz com ela, né? Fica a Dica!
quarta-feira, 1 de junho de 2016
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Um pouco da minha história
O mês de maio é um mês tão “cute”. Esse sempre foi um mês emocionante pra mim, porque quando falamos de mães, não tem como o coração não se sentir florido.
Esse ano está mais “cute” ainda, porque foi o meu primeiro ano de mamãe e eu queria falar um pouco sobre a minha história até aqui.
Como toda mulher, eu sempre pensei, quis, sonhei em ser mãe. Mas existiu uma época em que esse parecia ser um sonho distante, talvez se não impossível, pelo menos pouco provável.
Alguns anos atrás fui diagnosticada com cisto no ovário e desde então passei os meses que se seguiram, à base de remédios com hormônios para que ele não se desenvolvesse e eu pudesse ter meus ciclos menstruais todo mês, como toda mulher saudável. Mas ele foi se transformando em um cisto grande, do tamanho de uma laranja, e de massa, o que significava que a única solução para o problema seria uma cirurgia de retirada do ovário direito.
Mas existia um plano superior, e um dia com dores muito fortes no abdômen corri ao médico e ele marcou minha cirurgia para dois dias na frente. Sim, tive que retirar o ovário direito. E com isso, praticamente já havia me conformado com a impossibilidade de uma gravidez.
Mas Deus existe, Ele é real e verdadeiro, e se a minha fé antes não era nem do tamanho de um grão de mostarda, Ele deu um jeito de que eu entendesse que milagres ainda existem nos dias atuais. E acreditem, Ele mudou a minha história!
No dia certo, com a pessoa certa, que me fez viver um amor que eu nem imaginei que ainda pudesse nessa vida (depois que você apanha muito da vida, você esquece que ainda podem existir amores verdadeiros), e três meses depois de um aborto espontâneo, eu estava grávida. Siiiimm, GRÁVIDA!
Na minha primeira ultrassom, minha primeira pergunta para a médica foi “Está tudo bem com o bebê? Ele vai sobreviver?"
Sim, eu vivi um milagre, e se tem uma coisa que eu posso dizer dessa minha experiência de maternidade, foi que Deus fez um milagre na minha vida, mudou minha história, e minha pequena Elis é a maior certeza de que Ele faz coisas incríveis ainda hoje, mesmo com esse mundo dando tantos “tapas” em Seu coração de Pai.
E agora, estou aqui, onde acabo de comemorar meu primeiro DIA DAS MÃES, e não tem nada nessa vida que me dê mais alegria do que poder estar com minha pequena nos braços, e chorando com os comerciais de TV sobre o dia das mães, e entendendo que amor é esse, que é capaz de dar a vida, e sentindo que a vida só tem graça de verdade depois que temos um filho, e entendendo que ser mãe de menina é como ter um jardim florido, cheio de flores e rosas.
Sim, eu sei, mais do que nunca, o valor que a minha mãe tem pra mim, o quanto ela foi a melhor escolha dentre tantas que poderiam existir, e que Deus sempre foi incansável em Suas demonstrações de perfeição, porque só sendo perfeito, para saber qual seria a mãe perfeita pra mim.
Assim, hoje eu só quero dizer, que meu milagre é meu melhor e maior presente, e que eu possa comemorar todos os dias, com a certeza de que não passei por essa vida sem conhecer o verdadeiro amor, o tal do amor incondicional, esse que dá valor, sabor e cor a tudo o que somos e temos.
Eu amo ser MÃE!
segunda-feira, 2 de março de 2015
Ano de mudanças
Há um ditado que diz que a dúvida corrói. Para ansiosos, como eu, que lutam contra uma natureza preocupada, ficar em dúvida beira o martírio. Mesmo quando a dúvida é boa. Sabe aquela história de quando o problema é bom? Que todas as alternativas parecem interessantes e podem render coisas legais e alegrias no futuro? Pois é... Claro, melhor do que ter que tomar decisões dolorosas. Mas o problema bom também angustia um pouco. Afinal, como saber se a escolha tomada é de fato a melhor?
Realmente 2015 está sendo um ano inovador para mim... além da presença da minha filha, é claro, muita coisa boa tem acontecido! O difícil é a coragem para encarar tudo isso. Confesso que sou um pouco medrosa com mudanças.
Simplesmente, fico na dúvida em como agir, principalmente quando tenho que tomar algumas iniciativas. Talvez intuir? Perceber alguns sinais, que nada tem a ver com o esotérico, mas que casam melhor com nossos valores, crenças, desejos sinceros e sonhos escondidos? Vale também quando a escolha é dura. No fundo, a gente sempre sabe a resposta. No fundo, os sinais estão sempre lá.
A questão é que por vezes os sinais vêm encobertos por uma “névoa”. Alguma confusão. Então, a saída é fazer acontecer. Sou super a favor da gente batalhar pelo que quer. E é isso que vou fazer, é isso que preciso fazer.
Decisões, iniciativas, mudanças.... 2015, esse é o ano!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
E que venha 2015
O ano de 2014 me surpreendeu de todas as formas. Sério. Comecei o ano de um jeito e agora tô entrando em 2015 totalmente diferente.
Eu nunca imaginei que iriam acontecer tantas coisas surpreendentes em minha vida. É tão engraçado quando a gente para pra pensar nisso, né? Mas enfim...
Esse ano foi, sem dúvida, o ano da gratidão.
O ano em que realizei o sonho da maioria das mulheres, que é o de ser mãe. Também trabalhei bastante, e nunca tive tanta resposta profissional em termos de credibilidade, crescimento e carinho.
Gratidão também pelas pessoas que entraram na minha vida, e que me mostraram que cada carinho e atenção, valeram a pena.
Uma coisa é certa: tenho que agradecer muito a Deus por esse ano. GRATIDÃO!
Um obrigada enorme a todos vocês que acompanharam o blog. Me emprestaram os olhos e o peito, e eu coloquei aqui e acolá um pouquinho da doçura (e tristeza) que a vida oferece, porque viver é bem isso mesmo: uma montanha russa de sentimentos e sensações.
E que venha 2015. Que a fé se multiplique, a atitude viralize e que o ano surpreenda!
Que em 2015, acertando ou errando, fazendo as duas coisas, sei lá... que a gente VIVA e CELEBRE os pequenos presentes diários.
São os votos dessa nova família que se formou em 2014...
Aline
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Escolhas
Sabe aquele momento – que sempre chega - em que é necessário escolher se jogar na vida ou ficar parado, à beira do caminho, vendo ela passar?!
Vira e mexe a gente tem que fazer escolhas, algumas são certeiras e a gente sabe exatamente por que está ali para fazê-la, porém, há outras que você não faz a mínima ideia de onde elas poderão te levar.
Pode ser que essa seja aquela escolha que você esteve a vida toda esperando para fazer, mas, pode ser que essa seja apenas mais uma, que você tem que fazer, para que possa ir além. Como degraus que você tem que subir um a um para te levar onde deseja. Não importa qual destas seja ela, o que importa é que é necessário fazê-la se quiser ir a diante, sem medo!
Toda escolha acarreta sacrifício, acarreta perdas, acarreta renúncias, mas quando se sabe exatamente aonde se quer chegar não há obstáculos, não há cara feia, não há nada que tenha força o bastante para se fazer desistir. Sempre chega aquele momento em que a gente sabe que vai precisar ter coragem. Aquele momento em que a gente veste a armadura e sente que está pronto pra guerra; e sabe que não importa quantas serão as batalhas, vai valer a pena!
Eu escolhi ser FELIZ!
Uma ótima semana a todos!
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Por que amar alguém?
Um dia li em algum lugar a explicação de porque amamos alguém, o texto não era detalhado, mas falava algo sobre honestidade, caráter e bom gosto. Dizia que não amamos alguém por ser educado ou por ser fã do Titãs, que esse tipo de coisa é apenas referência, que na verdade o que nos leva a amar é o mistério e o fascínio que alguém nos provoca.
Concordei em parte. É claro que precisamos nos sentir fascinados, e atraídos por algum tipo de mistério, mas há coisas que são muito mais significantes e que não podem ser vistas apenas como referências, dentre elas há duas que me encantam: a coragem e a inteligência, não necessariamente nesta respectiva ordem de importância.
Quando falo de coragem, que isso fique bem claro, não me refiro a um super-homem, com super poderes que aparece sempre que precisamos, luta contra os piores malfeitores e nos livra dos piores apuros. Quando falo de coragem quero dizer sobre aqueles que ‘não tem medo’, que encaram a vida como uma grande aventura única, que acreditam nos seus sonhos, que são fortes para lutar e para conquistar tudo aquilo que desejam. Admiro aqueles que sabem o que querem e que acreditam que querer é poder, não havendo nada no mundo que possa impedi-los de chegar onde anseiam.
Tomando a liberdade de citar Vinícius de Moraes eu diria: "os muito burros que me perdoem, mas a inteligência é fundamental". Quem nunca ouviu dizer que inteligência é afrodisíaco? Não há nada mais charmoso na face da Terra do que uma pessoa que saiba falar de qualquer coisa e que tenha opinião (sem impô-la, claro) sobre diversos assuntos. Não sei se é porque eu tenho verdadeira 'birra' de ficar inventando argumentos e 'esticando papo' pra estabelecer um diálogo legal, que, pra mim, não há nada mais confortável que uma pessoa que saiba conversar, que saiba ser fluente e deixar as coisas rolarem.
Agradar as mulheres não é difícil, pelo contrário, tudo o que as mulheres querem são pessoas inteligentes, que saibam ser divertidos com frequência, sérios quando conveniente, sistemáticos quase nunca, discretos quase sempre e brutos quando necessário.
Mudando um pouco de foco, há algo que é extremamente relevante e que eu não posso deixar de mencionar. Eu já ouvi dizer que toda mulher sabe se tem alguma probabilidade do relacionamento dar certo, a partir do primeiro beijo. Pode até ser que isso funcione ou que tenha algum fundamento lógico, afinal ninguém quer continuar saindo com alguém cujo beijo é ruim, mas o que realmente importa pra mim, até mesmo antes do primeiro contato bucal, é a compatibilidade do abraço. Nunca tive um relacionamento que durasse se o abraço fosse incomodo ou desconfortável.
E acho que não é só para mim... uma vez uma amiga contou, que saiu com um garoto que a enforcava toda vez que ia abraçar. Ele a abraçava de gancho, com apenas um braço; desistiu dele antes mesmo de beijá-lo. E em várias outras ocasiões ouvi relatos de pessoas, que não conseguiam se encaixar nos outros abraços, e o relacionamento não vingava.
Quando meus relacionamentos duraram de verdade foi quando num fechar de braços eu me senti em casa, foi quando cada canto do meu corpo encontrou uma brecha para se acomodar no corpo de lá; foi quando eu senti que o mundo podia desabar lá fora que eu estaria protegida ali.
Sinceramente, acho que não sei por que amamos alguém. Vai ver existem coisas que são apenas referências, ou vai ver o que realmente importa é o jogo de mistérios. Definitivamente, quem será a pessoa mais indicada para falar de amor?
Com referências ou não, sou simples assim como aquilo que me encanta: coragem, inteligência e um bom par de braços.
E vc, o que te encanta?
terça-feira, 13 de maio de 2014
Quando o amor não cabe mais no peito.... (Parte 2)
... ele vai para dentro da barriga! ♥
Em setembro do ano passado, a notícia de que eu estava grávida parecia indicar que novas emoções estavam por vir.
Muito feliz e animada, tomei todas as precauções e cuidados típicos de quem está numa gestação de seis, sete semanas. Aproveitei para comprar coisinhas já imaginando como ficaria o rostinho dele (ou dela)… E de repente, o baque. Num ultrassom de rotina, descobri que havia sofrido um aborto natural.
Foi um período de muita dor, como vocês podem imaginar, e que me introduziu a um mundo de novos sentimentos como solidão, insegurança e medo. Comecei a me perguntar se havia algo errado comigo e por que havia acontecido aquilo. Para piorar, aonde eu ia, encontrava mulheres grávidas ou mães felizes com seus nenês. Sabe quando você quer uma coisa, mas não pode ter, daí vê aquilo a todo canto para onde vai? Pois é.
Ainda bem que, aos poucos, comecei a ouvir relatos de gente que havia encarado a mesma coisa. Relatos de amigas que perderam o primeiro bebê, mas hoje têm dois, três filhos. Fui pesquisar — eu falei que adoro fuçar na internet, lembram? — e confirmei que não, eu não estava mesmo sozinha. Não precisava, nem devia me sentir assim. Descobri que o aborto natural, principalmente na primeira gravidez, é muito mais comum do que eu imaginava.
Com o tempo, a frustração daquela perda deu lugar a fé e esperança. Isso se intensificou conforme eu buscava me informar e aprender sobre o assunto.
E agora a boa notícia, estou grávida de novo e, desta vez, tudo é diferente e ainda mais lindo.
Portanto, falo por mim: em qualquer momento de sua vida, não desista, não se abata.
Fé e força sempre!
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Um dia...
Um dia desses, eu brinquei com uma amiga, que eu me parecia muito com os poetas antigos.
Não na grandeza com as palavras, mas nas dimensões do amor que eles sentiam.
É sério, há textos que são extremamente escritos pra mim, e às vezes eu sinto que foram escritos para que eu lesse; ou que foram escritos em situações exatamente idênticas as que eu vivo.
Mas, ainda que estranho nesse contexto atual de modernidade, eu gosto desta história de amar demais.
Dessa história de amar profundo. Não gosto de amar na superfície, de colocar só o pé na lama. Se é pra me lambuzar, eu me lambuzo por inteira. E me alegro por inteira ou morro de tristeza por inteira.
Não gosto de nada que seja pela metade: beijo pela metade, abraço pela metade, sorriso pela metade. Faz assim?! Se for pra sorrir, mostre os dentes. Se for pra abraçar, abraçe apertado. Se for pra beijar, beije demoramente.
Gosto muito de um trecho da música da Vanessa da Mata que diz: "quero beijos intermináveis até que os meus olhos mudem de cor".. eu acho que é por aí. É extremo!! O complicado de se viver assim é que sempre se está a beira do risco. Você pode ter a sorte de também ser amada demais e aí sentir que tudo vai dar certo, ou então você pode amar demais, querer demais, sonhar demais, e nunca encontrar alguém que esteja disposto a ser tão demais, quanto você gostaria que fosse.
O complicado de se viver assim, é sempre ter menos do que aquilo que se procura, e acabar tendo que se contetar com aquilo que vier.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Suficiente
Tenho pena das pessoas que vivem de coisas suficientes. Aliás, tenho pena das pessoas que se contentam e não se incomodam de viver apenas com coisas suficientes.
Acho que é essencial do ser humano sonhar e querer buscar sempre o máximo que se possa vir a ter.
O suficiente é muito pouco. É aquilo que qualquer um pode ter e é aquilo que qualquer um pode oferecer.
Ei! Mas, espere aí! O que está sendo abordado não é a materialidade do suficiente em todos os aspectos. Não quero ser interpretada como aquela que não entende que há pessoas que só tem, e só podem ter, o suficiente, (casa, roupa, comida) e mesmo assim são muito felizes. Eu também estou passando por uma fase “suficiente”: estou comendo o suficiente, dormindo o suficiente, estudando o suficiente e trabalhando o suficiente. Tudo para que eu consiga levar de maneira suportável, esta vidinha desgastante de funcionária pública. E, mesmo assim, eu tento fazer do meu suficiente o melhor que eu posso fazer. Porque, eu sei que, momentaneamente, é assim que tem que ser.
Mas não consigo falar, ou pensar, sobre “suficiente”, quando se fala de sentimentos, ou de demonstrações de carinho.
vamos as babaquices do amor de sempre...
Como você reagiria se perguntasse para a pessoa que você ama, o quanto ela te ama, e ela respondesse, “o suficiente”!?
Eu encararia como um pressuposto de esconder a verdade: “estou com você por conveniência, por que eu preciso, mas não amo você!”
O suficiente é relativo: o que pode ser o suficiente para um, pode ser pouco demais para outro. Para mim o suficiente, nesta questão, é aquilo que fica escondido, é o quase nada; e o que vale mesmo é o que excede, é o que transborda, é o que dá pra ver.
Quando se pede uma prova de amor, não se espera, presença constante, não exige-se que o outro perca a liberdade, nem que se gaste fortunas com presentes, festas e restaurantes. Espera-se companhia! Mas companhia de verdade, daquelas que tiram a solidão e transmitem segurança; espera-se carinho incondicional e não escondido, espera-se fidelidade, confiança e companheirismo.
E nada disso deve vir acompanhado da palavra “suficiente”.
Porque se não, a situação tende a ser inercial, ou seja, tende a permanecer no estado em que se encontra.
Se eu estou feliz sem vc, e você chega com coisas suficientes para me oferecer, eu sinto muito, mas prefiro continuar sem vc.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Você acredita em quê?
Tem momentos na vida que tudo muda. Que o mundo vira de cabeça pra baixo e você começa a duvidar se certas coisas são justas, se certas coisas foram feitas pra dar certo e se nessa vida a gente foi feito pra ser feliz.
No final a gente acaba pensando: "claro que sim!"; mas até chegar a esta conclusão, muita coisa passa pela cabeça: muitas incertezas, muitas tristezas, muitas inseguranças.
Tem gente, que se perde pelo caminho, até concluir o raciocínio. Há pessoas que são fracas, não de corpo, mas de coração. E não sabem ser forte. Mas tem pessoas que, mesmo enfraquecidas sabem que sempre haverá uma força pra as erguer, e as ajudar a superar qualquer dor, por pior que ela seja; para carregá-las no colo e ser delas o melhor amigo.
Esta força se chama Deus! E eu acredito!
Compartilho de ideais e de algumas certezas ...
... ninguém nunca viu o tamanho da minha FÉ !
Eu acredito!!!
Obrigada por Tudo! *-*
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Happy Birthday to me
Nas semanas que antecedem meu aniversário sempre penso muito sobre as coisas que me aconteceram no último ano. É tbem uma data muito propícia para repensar e fazer um balanço da minha vida: repensar os erros, relembrar os acertos, perdoar pelos fracassos e é claro orgulhar e muito das vitórias.
E o dia é hoje! E a única coisa que consigo me lembrar é de agradecer à Deus por tudo o que me aconteceu nos últimos meses. Todas as pessoas que entraram na minha vida, todos os momentos que vivi, todas as alegrias e todas as dificuldades também. Acredito muito que as coisas que a gente passa na vida, sejam elas boas ou ruins, servem pra nos transformar um pouco a cada dia na pessoa que devemos ser. E nesse último ano aconteceu muita coisa. Aprendi muito, muito mesmo.
Dentro de um ano muitas coisas acontecem; coisas boas, outras nem tanto, tem pessoas que chegam, vão embora, permanecem... e assim é a vida! O importante é sempre tirar um aprendizado de tudo. Por isso nesse dia, não vou fazer pedidos, vou apenas agradecer... Agradecer por todos os “pequeno-grandes momentos” dessa minha caminhada... Agradecer pelas tantas conquistas e também pelas tantas derrotas, pois são das derrotas que tiramos as melhores lições... Agradecer pelos dias e noites que se arrastaram e me arrastaram por esse ano... Pelas pessoas que cruzaram pelo o meu caminho e dividiram comigo um pouco de suas histórias... Agradecer pelos ANJOS, mais conhecidos como AMIGOS que sempre estiveram ao meu lado nas horas boas ou ruins, dividindo sorrisos ou enxugando lágrimas... Pela minha imperfeita FAMÍLIA perfeita, que com toda sua imperfeição, não poderia ser mais perfeita... Agradecer por ter me permitido sonhar e ter me dado coragem e forças suficientes para lutar pelos meus sonhos, mesmo que esses pareçam impossíveis, pois, aprendi que o impossível é apenas algo que ninguém ainda teve a ousadia de realizar... Agradecer pelo AMOR que habita em mim, pois sem AMOR, de nada me adiantaria todas as outras coisas... E por fim... Agradecer pela VIDA, a maior de todas as dádivas!
*Obs: Gostaria de agradecer também a todos os meus seguidores! Sintam-se abraçados! Através daqui conheci pessoas maravilhosas que espero ter sempre comigo! Obrigada pelos acessos, comentários, dicas e sobretudo pelo carinho !!! ♥
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