Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gravidez. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
O momento tão esperado já tem data...
Foram nove meses de amor crescente, pulsante e transformador.
Foram os meses que mais aprendi na vida. Poderia citar todo meu aprendizado, mas de nada valeria, pois sei que quando ela estiver aqui fora comigo, vai me ensinar muito mais.
Nesse tempo em que estive com ela, vivemos tantas coisas. Creio que só nós duas sabemos tudo que passamos e sentimos.
No começo foi complicado, mas desde ali, ela já mostrava que minha vida não estava mais sob o meu controle. Passei a viver um dia de cada vez. Se tive medo? Claro! Mas, sabe, eu estava tão confiante, acredito tanto na natureza, na força do meu corpo, que sabia que tudo daria certo. Sempre soube que ela estava bem. Nunca precisei que pessoas de fora me dissessem como ela estava, porque eu simplesmente sentia. Tudo sempre correu tão bem. Os medos sempre estiveram mais relacionados à mim. Às vezes não me sentia capaz de dar conta de tudo que vivia. Como sempre, tudo parece ser maior do que realmente é. A Elis, sempre me deu força quando precisei. Tudo que superei até aqui foi com a ajuda dela. Pode não parecer, mas eu já sou outra pessoa. Me sinto muito mais responsável, muito maior e mais forte.
Obrigada por ter me escolhido minha filha, como tua casa durante todas essas semanas. Agora vem chegando a hora de nos despedirmos. Não, não é algo triste, só vamos nos separar de um corpo só. Agora você já está linda, toda formada e pode sair e viver nesse mundo com teu próprio corpo e tuas forças. Para isso, vamos passar juntas por uma grande transformação. Sem medo, vai ser lindo, vai ser o momento mais esperado por nós, meu amor. Vamos poder nos conhecer, vamos deixar de ser um só, vamos ser duas. Mas não se preocupa, aqui do lado de fora vais continuar recebendo todo amor que te demos ao longo dessas semanas. Vamos aprender a viver juntos, nós três, a nossa família.
Dou tchau para essa barriga linda que me acompanhou e me fez sentir tão bem, me fez sentir maravilhosa, atrair os olhares e comentários mais carinhosos.
Dou oi para o meu bebê tão amado e esperado. Filha, se você soubesse (acredito mesmo que saiba) o quanto a mamãe sempre te quis. Foram noites e mais noites te imaginando, te chamando, te querendo, mesmo antes de você vir morar na minha barriga. Eu pedia tanto a Deus que me mandasse você de presente. Sempre foi você!
Agora mal posso acreditar que estás prestes a chegar. Vejo essa barriga grande e bem redonda, me emociono em pensar que tão logo você vai estar chegando. Meu corpo já vem dando sinais que falta pouco, que o dia tão esperado, de te trazer ao mundo, está chegando.
Vai ser o dia mais lindo filha, o dia em que trabalharemos juntos e em sintonia para realizarmos nosso maior desejo: estarmos juntas. Ter você nos meus braços....
Vem, filha. Venha para meus braços. No teu dia, na tua hora. Prometo não ter pressa, só quero que sinta a segurança de nascer nesse lar, que te espera com tanto amor. Está tudo pronto a tua espera, mas o principal: eu me sinto pronta pra tua chegada, estou preparada para ser tua mãe e aprender a ser a melhor que você merece.
Vem minha filha, meu amor! O seu dia será dia 17 de Novembro de 2014! Uma segunda feira! A segunda feira mais desejada de todas!
Estamos te esperando!
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Quase lá... ♥
Gestação é uma coisa doida mesmo... Passa tão rápido.
Digo a gestação, porque a maternidade em si é algo mais profundo, intenso. Estou num processo de gestação própria: me gestando pra (re)nascer com a minha filha.
E lá se foram 34 semanas... Falta pouco, muito pouco. E ela vai nascer no mês mais lindo do ano, Novembro. Imaginem a felicidade?
Por aqui quase tudo pronto. Quarto nos últimos preparativos, roupas sendo lavadas, passadas e guardadas nas gavetas, mala da maternidade pronta...
Agora é segurar a ansiedade e essa sensação de mudança completa que estou sentindo. É como se eu estivesse me despedindo do que já fui, pra ser alguém melhor, mãe, mulher... É louco, lindo, feliz, único...
Fico por aqui me despedindo por enquanto. Volto renascida pra apresentar minha Elis e o meu novo eu.
Beijos :*
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O soluço da minha bebê
Sempre li em comunidades, sites e revistas, depoimentos de mães falando sobre a sensação que elas têm quando os bebês soluçam ainda na barriga. Achei tudo muito estranho e ficava imaginando como seria isso. Será que dá para ouvir? (pensava eu). As mães diziam que era uma sensação maravilhosa, gostosa e eu ficava cá ansiosa para Elis soluçar logo para eu ver como é que é.
Desde o início, monitoro os movimentos dela, percebo as diferenças, a intensidade, a força dos chutes, os locais da barriga que ela atinge e a partir de determinada data (que eu não me lembro quando), comecei a sentir uns movimentos estranhos, a primeira vez que senti fiquei super preocupada, até chorei (pense numa pessoa neurótica).
Chorei porque esses movimentos eram ritmados, parecia um coração batendo, fiquei muito preocupada mesmo, nunca lembrei de perguntar ao meu médico, mas quando via que estava tudo certo nas ultra-sonografias, relaxei.
Essas mexidinhas estranhas continuaram, até me incomodavam um pouco. De repente, me lembrei dos tais soluços, e pela descrição das outras mães, esses movimentos são com certeza soluços.
Como eu odeio soluçar, comecei a ficar com pena do meu bebê, e ela soluça bastante.
Antenada como sou e sedenta por informações, pesquisei sobre o assunto e descobrí que esse suposto soluço fetal , é na verdade o bebê praticando movimentos respiratórios. Como o bebê não respira na barriga, pois os seus pulmões estão cheios de líquidos, ele então, apenas pratica movimentos respiratórios, o que nos dá a impressão de que ele está soluçando. Tudo isso é como uma espécie de treino para o aparelho respiratório.
Então, esses soluços ao invés de nos deixar preocupadas, devem na verdade nos deixar aliviadas, pois é sinal que tudo está indo muito bem e nossos bebês já estão aprendendo a respirar.
Quantas curiosidades, novidades, que nunca imaginei viver!
Mas é perfeito, maravilhoso, mágico!
Feliz 8 meses de gestação!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Paradoxo de uma gravidez: Muito sono e insônia
Sempre soube que grávidas sentem muito sono. Há quem diga que é o organismo se preparando para as muitas noites em que precisaremos ficar acordadas cuidando dos nossos bebês, há quem diga que são os hormônios e há quem diga que são as duas coisas.
Agora que estou grávida, tenho lido muito sobre esse universo, e descobri que grávidas sofrem muito com insônia. Pode ser pela ansiedade, pode ser o organismo nos preparando para as muitas noites em que precisaremos ficar acordadas cuidando dos nossos bebês, rs, rs.
O fato é que essas duas condições contraditórias caminham juntas em um organismo bombardeado por hormônios, num ser fragilizado pelas circunstâncias, ansioso e sensível.
Só depois de completar 7 meses que tenho sofrido com insônia. Passo o dia bem, sinto sono, mas sempre acordo de madrugada e não consigo voltar a dormir. Resultado? Passo o dia seguinte sonolenta, cansada. Se tenho tempo para dormir durante o dia, ótimo, se não, fico mal mesmo.
Essa noite foi assim, dormi às 23h30m, acordei algumas vezes para fazer xixi, mas às 4h já estava acordada. Mexe aqui, vira acolá, e fiquei esperando o celular despertar. Dura insônia.
E sobre o quartinho da Elis, agora que está tudo se materializando, estou me sentindo mais aliviada, tá tudo tão lindo, mas ainda não está pronto. Estamos apenas no começo, mas a emoção só aumenta, e a ansiedade também.
Estou te esperando de braços abertos, minha filha!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
E as semanas passam....
Hoje eu acordei não me sentindo muito bem. Sabe quando você acorda com sono? Com o corpo mole? Todo dolorido?
Como sei que nada acontece por acaso, pensei nas coisas que fiz nos últimos dias e constatei que meu mal estar hoje é reflexo de atividades intensas nos dias anteriores.
Eu reconheço que definitivamente, preciso DESACELERAR.
Sempre fui muito ativa, se tenho algo para fazer, não consigo esperar ajuda de ninguém (o maridão às vezes me pede para esperar por ele, quando tenho que fazer algo que requer um certo esforço), vou lá e faço logo tudo.
Tenho ouvido muitos conselhos de quem já esteve grávida, e todas são unânimes em dizer que a gestante precisa andar num ritmo mais lento, evitar grandes esforços, colocar os pés para cima e relaxar.
Não faço nada disso. Vocês acreditam que eu odeio deitar e colocar os pés para cima? Embora saiba que é bom para mim, evita que meus pés inchem - eu não consigo. Eu subo e desço o tempo todo, resumindo: Eu não paro quieta.
E sofro as consequências depois: cansaço excessivo, dores pelo corpo, tonturas, um quase desmaio etc.
Me orgulho de ter uma gravidez tranquila, sem problemas, mas reconheço que tenho que fazer minha parte.
Estou praticamente na reta final - faltam cerca de 10 semanas para minha bebê nascer. Tenho que me conscientizar que estou mais pesada, mais frágil e sensível.
Mas é importante também que a nossa mente desacelere. Às vezes acordo de madrugada para fazer xixi e não consigo mais dormir, pois começo a pensar nas coisas que tenho que fazer no dia seguinte, pensar nas coisas que faltam para a chegada da Elis e não consigo relaxar.
Ahh sem contar que estamos nos preparativos do Chá de Fraldas! Ontem fui buscar os convites, e ahhhhh que lindos! Bem melhor do que tinha imaginado, feitos com muito capricho pela Camila. Ela é ótima.
Mas mesmo assim, preciso relaxar, pois muito ainda está por vir!
Se eu puder dar um conselho para todas as grávidas que passam por aqui, eu digo: DESACELEREM.
Beijos
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Felicidade não cai no colo
Desde sempre a gente aprende que felicidade é algo que não cai no colo. Tudo que nos ensinam é que a felicidade é algo que tem que ser buscado, o tempo inteiro.
- Corra atrás da felicidade!
- Lute pela felicidade!
Nunca acreditei que felicidade fosse algo tão difícil de conquistar. Me parece cansativo lutar e correr por ela. Fazendo assim, quando você finalmente a conquistar, estará cansado demais e muito cheio de cicatrizes pra aproveitar. E isso seria um enorme desperdício de algo tão precioso.
Outro dia, estava deitada no sofá e a Elis começou a mexer na minha barriga. Parei e fiquei olhando, ali imóvel, quase sem respirar, a espera de algum outro contato dela. Então comecei a imaginar cmo será quando ela estiver presente, ali no sofá comigo... e em uma de suas futuras estripulias, ela poderá escorregar, cair, e no meu colo. E foi aí que eu percebi...
A felicidade cai no colo, sim. E eu não preciso ir até ela, correr atrás ou mesmo travar uma batalha para conquistá-la. Eu preciso somente abraçá-la, acalentar, dar carinho e proteger. Estar disponível para ela, pois quando ela estiver em apuros, vai me chamar.
No meu caso, a felicidade tem nome. Chama-se Elis. E já estou aprendendo, que vez ou outra a felicidade cairá no meu colo. Meio sem querer, mas não importa. Eu estarei sempre lá para ela.
E lá se foram 25 semanas....
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
A gravidez é uma delícia
Durante a gravidez, a cabeça da mulher fica uma bagunça. A minha, que sempre foi muito centrada, em dia com datas e horários, ficou ruim. Esquecimentos bestas e em curtos períodos de tempo fazem com que eu ria de mim mesma (ou me irrite comigo mesma) praticamente todos os dias.
O que eu ia mesmo dizer?? hahahaaa
Estou com quase 6 meses completos! E eu só penso em como o tempo voaaaaaaaaaa! Fiz todos os exames mais importantes da gestação e graças a Deus está tudo bem. Estou tendo uma gravidez muito tranquila, engordei somente 3 kg até agora, me sinto super disposta, mas em contrapartida muito sensível e chorosa (mais do que sempre fui!). Elis é uma filha muito tranquila, tem dias que fico implorando para ela dar uma mexidinha, e como é bom sentí-la, muito bom, a melhor de todas as sensações.
Na semana passada, fizemos o convite aos padrinhos de batismo dela. Pensar em fralda, berços, decoração do quarto, nada disso vai ser tão gostoso e ao mesmo tempo tão importante do que escolher quais serão os padrinhos do bebê. E a expectativa não é só dos pais, os candidatos passam os meses tentando imaginar quem serão os escolhidos. Claro que entre se candidatar e ser o eleito há um grande passo, e aí até acontecem aquelas bajulações e listas com 101 motivos para ser o escolhido... Mas não tem jeito, quem manda é a intuição!
E eu e o Michael, já tínhamos feito a nossa escolha lá no início, quando descobrimos a gravidez.
Nosso critério, além da intuição, foi escolher pessoas que servissem como modelo e inspiração para nossa filha, e claro, alguém em quem confiamos e depositamos a certeza de que fará parte da vida dela.
Milane e Glauco! Não tivemos dúvidas! Nossos amigos, parceiros, confidentes, irmãos! Deus abençõou nossa escolha, e nossa filha, certamente, nos agradecerá por isso!
Resolvemos fazer desse convite um momento especial! Convidamos eles para um jantar em nossa casa, onde os "chefs" seriam nós mesmos, os pais da Elis! Caprichamos no cardápio! Tudo feito e pensado com muito carinho, para valorizar ainda mais esse momento.
Montamos um convite, em uma caixa, com uma toalhinha de boca, uma mini coroa, uma mini varinha de condão, e o convite mesmo com os seguintes dizeres:
"Papai e mamãe me consultaram e eu concordei.
Pelo carinho, consideração e amizade que sentimos por vocês, gostaríamos de fazer um convite:
ACEITAM SER MEUS PADRINHOS DE BATISMO?
Sabemos que, além de padrinhos maravilhosos e amorosos, este será um compromisso de respeito, amor, proteção, fidelidade e responsabilidade por toda a vida.
Temos em nossos corações a certeza de que Deus está abençoando nossa escolha.
Elis"
Logo após o jantar, entregamos o convite! E foi um momento de muita emoção!
Tenho certeza que a Elis sentiu toda a alegria demonstrada por eles, ao receberem o convite, pois por várias vezes mexeu muito, até assustando a mamãe aqui! heheee
Deixo algumas fotos para compartilhar com vcs, esse que foi um dos vários momentos emocionantes que viveremos nessa gravidez!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
E as semanas passam...
Nas últimas semanas muitas coisas têm ocorrido no meu corpo e mudanças na minha rotina estão acontecendo de uma hora para a outra.
Sempre me disseram que depois do 5º mês é que a barriga salta. Também sempre me disseram que os movimentos mais fortes do bebê passam a ser sentidos por volta da 22ª semana. Claro que isso varia muito de mulher para mulher, mas a maioria dizia esses dois fatos acima.
Nessa última semana, não sei por que, tomei um susto com o tamanho da minha barriga. Parecia que ela havia disparado. Uma amiga deu um grito ao me ver na rua, minha mãe repete todo dia para mim: “Meu Deus, está enorme a sua barriga!!”. Completei 6 meses e vejo que, realmente, após o 5º mês minha barriga simplesmente merece um CPF próprio. (hahahaa)
Alguns tremores indicando que ela está mexendo e a barriga bem mais proeminente me deram outra visão, ainda mais mágica, de tudo que está acontecendo comigo, de tudo que está acontecendo lá dentro. Acabo por falar muito mais com a minha filha, cantar e, por recomendação da minha mãe, passarei também a ler textos para ela.
Minha respiração e agilidade estão bem diferentes. Levanto com mais cuidado e presto atenção ao me movimentar, pois o eixo de equilíbrio mudou por conta do peso extra e da barriga.
E o banheiro? Se eu pudesse, andava de fralda para facilitar. A ida é constante e muitas das vezes o xixi é pouco, ou seja, é o espaço diminuindo mesmo. E isso afeta demais o sono. Acordo mais de quatro vezes por noite e, quando tenho que ir por volta das 5h ou 6h, esquece pois não vou dormir de novo. Justo eu, que amo dormir. Mas é até um consolo, pois sei que quando ela nascer, vou conseguir estar de pé quando precisar.
E a ansiedade… Sabe o que é engraçado? Eu sempre fui muito ansiosa com tudo na minha vida, mas com relação à minha filha estou administrando por fases. Meu marido é que está super ansioso. Para eles é diferente: não sentem crescer dentro deles e querem pegar logo, ver logo. Eu, em compensação, estou curtindo muito essa fase. Acho que é a fase mais gostosa de todas por conta do desenvolvimento dela, dos movimentos e de poder exibir o barrigão (morro de orgulho da minha barriga!!).
Fora que tenho amigas que tiveram partos prematuros e sei o quanto sofreram. Então, sempre que me perguntam se quero que ela chegue logo, respondo: “No máximo, desejo que o tempo passe mais rápido, mas não que ela venha logo… Quero que venha no tempo dela”.
Agora estou na fase de montagem do quarto e do enxoval dela. Estou cuidando de cada detalhe, com muito carinho e intensidade (meu lado ariana) de sempre.
Também já estou pensando nos preparativos para o chá de fraldas, afinal será sua primeira festinha.
Quando menos perceber, já estarei com ela nos braços… <3
Até já, meus queridos!!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
É cada uma, viu...
Todas as gestantes já ouviram comentários completamente sem noção. Coisas como “Você está com 5 meses? A minha sobrinha PERDEU com 5 meses, foi muito triste” ou “Aonde você terá seu bebê? Porque, olha, minha irmã quase morreu no parto”. Não faço ideia do que se passa na cabeça dessas pessoas.
A última que aconteceu comigo foi assim. Encontrei um amigo e sua mulher, também grávida e que eu nunca tinha visto na vida. Depois dos cumprimentos, o assunto obviamente migrou para nossas barrigas. Quantas semanas, sexo do bebê etc. Até que vem o diálogo bacanão:
Ela: “O meu é para fim de outubro, e a sua?”
Eu, com sorriso no rosto: “Para final de novembro”
Ela, com certo desprezo: “Nossa… COI-TADA”
Aí veio o marido dela: “Mulher acha problema em tudo. Por que coitada? A resposta: “É um mês ruim, pertinho do Natal”.
Nossa, mas que problemão, minha gente! Vou até antecipar um mês o parto… #not.
Ainda pasma, eu disse: “Sabe que eu nem tinha pensado nisso? Mas te garanto que agora, para nós, será o mês mais lindo do ano”.
Silêncio.
Todo mundo tem algo a perguntar, acrescentar, apavorar ou sugerir para uma mulher grávida. Algumas dessas histórias se repetem como um eco ao longo de toda a gravidez, como a mais sádica de todas: “aproveite para dormir bastante agora, porque depois você nunca vai dormir”.
Mas tem uma pergunta em especial que, apesar de ser comum, sempre me faz pensar. A pessoa vê a grávida, dá parabéns e então pergunta sobre o sexo do bebê:
– Já sabe o que é?
Como assim o que é? Pode ser algo além de um bebê?
Outra pergunta também muito comum é: “Vai fazer parto normal ou cesárea?”. Independentemente do que você responda, virá uma crítica ensaiada para assustar a grávida ou dizer que a outra opção é sempre melhor.
E assim será até o 9º mês. Mas eu já bolei algumas respostas.
“Você nunca vai dormir!” – Tudo bem, eu tenho insônia crônica.
“Já sabe o que é?” – Olha, estamos torcendo para que seja uma criança.
“Parto normal ou cesárea?” – Cócoras, minha senhora, cócoras…
Sei que passarei por muitos desses momentos ainda. Mas acho que nunca vou me acostumar.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
A longa espera
Eu nunca soube esperar. Nunca soube direito deixar acontecer.
Sempre quis fazer. Fazer tudo, roubar os minutos, trapacear o depois e transformá-lo em agora.
Eu não sabia o que era esperar até eu ter que ver o tempo lentamente trazer você em minha direção.
É doce essa espera. É boa. Acho que esperei minha vida toda pra te olhar nos olhos pela primeira vez. Talvez eu tenha a esperado mesmo antes de saber que eu seria sua e você seria minha.
De dentro pra fora. E é estranho eu esperar pra ter nos braços alguém que está agora mais perto do meu coração. E arrumar nosso lar aqui pra te receber enquanto você mora em mim.
Essa espera é sentir uma saudade quase doída de alguém que ainda nem vi mas já conheço. Acho que sempre a conheci. É como aguardar ansiosa um postal de um amigo de longa data que sempre esteve no meu quintal. É saber que não importa o quanto chova hoje, que amanhã vai ser um dia de sol.
É aquela música que eu sei cantar sem nunca tê-la ouvido.
Justo eu, sempre correndo tanto contra o tempo, hoje só espero ele passar por mim.
E ele bate suave nos meus pés como onda mansa. E nós ali, diante da imensidão apenas procurando um ao outro pra ser nós no mundo.
De mãos dadas aguardando ansiosamente a sua chegada. Caminhando meio desajeitados aqui e ali, abrindo as asas, arrumando o seu ninho e nós, justo nós que nem sabemos ainda voar.
Fazendo planos. Que bobagem, eles sempre saem do jeito que é pra ser.
Tentando adivinhar a cor dos teus olhos e com quem você vai mais se parecer. Você é o nosso retrato desenhado pelas tuas tímidas mãos.
Esperar você é olhar uma moldura sabendo que um dia uma obra de arte estará ali.
É seguir por um caminho que nunca passei e mesmo assim ter a certeza de que não importa aonde for, a partir de agora estamos indo para a casa.
Elis, estou a sua espera!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Nascerá uma flor aqui no nosso jardim...
Nossa Elis, nossa Flor, nossa filha!
Que alegria (e que sorte) descobrir aos 4 meses de gravidez que estamos a espera de uma menina. Confesso ter ficado surpresa, desde o começo eu achava que esperava um menino e por incrível que pareça quando a gente fica grávida essa preferência se esvai... É como se o sexo do bebê não tivesse importância alguma, afinal, ele está ali, dentro de você, e isso já é tão lindo, tão intenso, tão mágico que não interessa se o quartinho vai ser rosa ou azul. Você simplesmente quer esse bebê, fruto de seu amor, em seus braços. Simplesmente assim!
Primeiro veio o fim dos enjoos (ufaaa!), depois vieram os incômodos na barriga, mas eu não sabia quem me habitava. Chamava de bebê e até então era meu bebê e ponto final. Sem ansiedade, sem neura. Mas ai todo mundo começa a perguntar "e ai, já descobriu o que é?" e isso vai se transformando em uma avalanche de sentimentos que dia após dia só aumenta... Ai, meu amor, não há mãe que aguente! Quero sabeeeeeer!!!
O dia do ultrassom chegou! 18 semanas e 6 dias de gestação. Um medinho percorrendo minha espinha, "será que vai dar pra ver?" - o doutor mexe aqui, mede acolá, fêmur, barriguinha, cabeça, perninhas e na lata: "muié" - HÃ, COMO ASSIM, MENINA? O Michael nesse momento enche os olhos de lágrimas! Não sei se dou risada ou se choro! São dois risquinhos minúsculos no meio das perninhas que definem o meu bebê: Elis!
Saímos do consultório com aquele sorriso que não descolava do rosto, sabe? E me sentindo privilegiada. Meu Deus, ser mãe de uma menina!!! Minha mãe estava com a gente, e era pura alegria. Logo demos de cara com minha amiga(irmã) que nos aguardava do lado de fora do consultório, ela quase não acreditou! Eu só pensava nela, só queria falar o nome dela: estou esperando minha filha, minha Elis!
Agora, estamos nos conhecendo. Eu canto pra ela e ela dá uma mexidinha. Eu passo a mão, fico imaginando seu rostinho, abro as roupinhas toda hora... Já estamos criando nosso laço mãe&filha. Elis vai ser minha companheira, minha amiga, minha flor... E eu vou cuidar dela com todo carinho que uma flor necessita.
Filha, eu te amo!
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mais uma semana...
Nunca pensei que, um dia, cada segunda-feira para mim fosse ser um dia especial. Segunda deixou de ser apenas aquele dia chato e passou a ser também o dia em que eu completo semanas na gravidez. Hoje completo 14 semanas.
Daí vem o engraçado: para muitas gerações todo esse lance de semanas é novidade. Minha mãe, por exemplo, odeia que eu fale para ela em semanas, prefere que eu diga com quantos meses estou. Afinal, 40 semanas (tempo de uma gestação completa) daria 10 meses, não? Eita!
É muito bom curtir cada semana, cada momento. Engravidar é a coisa mais maravilhosa que pode acontecer na vida de uma mulher. Sei que tem algumas que não pensam assim e que muitas vezes optam por não ter filhos. Sei também que algumas outras, por motivos sabidos apenas por Deus, não conseguem gerar um filho dentro de seu corpo, e acabam "engravidando" e "parindo" através de outros meios, como a adoção, por exemplo, não sendo menos mães por conta disso.
Mas, estar grávida é uma coisa especial. A gente se sente tocada pelo amor, a gente se sente importante, a gente se sente confusa: como é possível ter uma vida aqui, dentro de mim? Será mesmo verdade? Muitas vezes me indago, duvido e apenas espero para ver a criaturinha linda nascer, com os olhinhos fechados e agarrar meus seios.
Agora que parece que a ficha caiu, tenho passado o dia nas nuvens. Acho que passarei os nove meses assim...rs! Estou completamente apaixonada por tudo o que estou passando.
Aconselho a todas as mulheres uma gravidez. Até porque, seguida dela, vem um filho. E quando ele chega, acredito eu, que passamos a conhecer um outro lado da vida: o lado do amor incondicional, da paciência infinita e da felicidade nas pequenas coisas.
Amo demais estar grávida. E cada dia mais me sinto ansiosa para ver o rostinho do meu bebê, beijá-lo, abraçá-lo... Quando amamos assim uma outra criatura, o amor na Terra se renova e energias maravilhosas se fazem presentes.
E que venham mais 26 segundas-feiras!
terça-feira, 13 de maio de 2014
Quando o amor não cabe mais no peito.... (Parte 2)
... ele vai para dentro da barriga! ♥
Em setembro do ano passado, a notícia de que eu estava grávida parecia indicar que novas emoções estavam por vir.
Muito feliz e animada, tomei todas as precauções e cuidados típicos de quem está numa gestação de seis, sete semanas. Aproveitei para comprar coisinhas já imaginando como ficaria o rostinho dele (ou dela)… E de repente, o baque. Num ultrassom de rotina, descobri que havia sofrido um aborto natural.
Foi um período de muita dor, como vocês podem imaginar, e que me introduziu a um mundo de novos sentimentos como solidão, insegurança e medo. Comecei a me perguntar se havia algo errado comigo e por que havia acontecido aquilo. Para piorar, aonde eu ia, encontrava mulheres grávidas ou mães felizes com seus nenês. Sabe quando você quer uma coisa, mas não pode ter, daí vê aquilo a todo canto para onde vai? Pois é.
Ainda bem que, aos poucos, comecei a ouvir relatos de gente que havia encarado a mesma coisa. Relatos de amigas que perderam o primeiro bebê, mas hoje têm dois, três filhos. Fui pesquisar — eu falei que adoro fuçar na internet, lembram? — e confirmei que não, eu não estava mesmo sozinha. Não precisava, nem devia me sentir assim. Descobri que o aborto natural, principalmente na primeira gravidez, é muito mais comum do que eu imaginava.
Com o tempo, a frustração daquela perda deu lugar a fé e esperança. Isso se intensificou conforme eu buscava me informar e aprender sobre o assunto.
E agora a boa notícia, estou grávida de novo e, desta vez, tudo é diferente e ainda mais lindo.
Portanto, falo por mim: em qualquer momento de sua vida, não desista, não se abata.
Fé e força sempre!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Aborto Espontâneo
Ainda não tinha assumido publicamente, mas sofri um aborto espontâneo durante a sétima semana da minha gravidez.
Assim como muitas mulheres, optei pelo silêncio. Li e reli tudo sobre o assunto diversas vezes e cheguei até a tentar consolar meu inconsolável e sentimental coração. Já chorei rios de lágrimas e fiquei horas e horas me martirizando. E, cá entre nós, no fundo, lá no fundo... escondidos atrás da minha máscara de mulher forte e racional estavam a culpa e o fracasso.
Eu me senti completamenta fracassada por perder minha primeira gravidez, por perder a primeira oportunidade de ser mãe, por fazer meu marido ter esperança. Sei, sei... não foi culpa minha, racionalmente eu sei, mas meu coração acha o contrário.
Lembro perfeitamente do dia da consulta para escutar as batidas do coração do nosso filho. Meu marido estava ansioso. Entramos na sala, enfermeira, médica.. tudo era felicidade. Preparados para ouvir o coração? Foi ai que nosso pesadelo começou. O sorriso da enfermeira foi substituido por um olhar preocupado e tenso... e um silêncio tomou conta da sala. A médica em seguida explicou que eu havia expelido o embrião. Medo, dúvidas e angústia caíram sobre mim naquele momento. Como assim? Eu tinha expelido o meu filho? Não queria acreditar!
Mesmo quando a gravidez é interrompida cedo, o elo entre mãe e filho já foi estabelecido, isso explica a intensidade das emoções que senti naquele momento. Cheguei a sentir fisicamente a dor emocional e apresentar depois disso, sintomas como: fadiga, dificuldades para raciocinar e ataques de choro.
O fato é que as pessoas buscam racionalizar a perda para me confortar: "Melhor assim que perdê-la no meio do caminho" ou "Deus sabe o que faz" e haja estatíticas para me convencer a não chorar. Eu preciso de luto e Deus não tem nada a ver com isso.
Não sei como, mas preciso de luto. O que mais me angustia é não ter parâmetros para tomar a decisão de hoje: o que vai acontecer agora?
Senti muita tristeza. Não da morte, mas do que projetei nessa gravidez. Eu atribui uma transformação pessoal muito grande a esse embrião, que não cresceu, nem crescerá. Agora, se eu quiser, vou ter de transformar sozinha. Seria muito mais fácil se eu estivesse grávida. Agora é só comigo. Não há mais a circunstância transformadora que atribui a esse bebê para me tornar uma mãe. É incrível como a gente precisa se apegar em algo para seguir em frente. Estou triste! Por isso, preciso de luto.
Eu não preciso escarafunchar, nos mínimos detalhes, o conceito de vida para reconhecê-la. É vida! E detalhe: ela já existia antes de mim. Muito antes de eu e o meu marido concebê-la. Por isso, a dor tão misteriosa. Eu não queria assumir isso. Agora não tem jeito. Eu vi, vivi e senti. Posso ignorar? Impossível. Eu sempre lembrarei desse gostinho da descoberta. Da primeira vez que tive esse contato. Por isso, a importância desse luto.
Durante alguns dias, conversei muito com meu marido sobre como me sentia culpada e responsável pelo aborto, conversei com minha médica para entender – absorver – o que tinha acontecido com meu corpo e aquele embrião que parou de ser formar assim, de repente na sétima semana. Li e reli depoimentos de outras mulheres que passaram exatamente pelo mesmo que passei e isso, admito, tem me ajudado imensamente porque tirou o peso e a responsabilidade das minhas costas, me fez entender que não havia sido a primeira e nem a última mulher a sofrer um aborto espontâneo e me trouxe, estranhamente, uma sensação de normalidade, um conforto de pertencer a um grupo de mulheres que como eu lutavam para superar essa perda. Eu não estava mais só.
Cada mulher vai viver esse luto de forma individual e única. Algumas buscarão o silêncio como eu; outras encontrarão conforto no desabafo, no choro dolorido, alto e sem vergonha de mostrar para o mundo a dor que fere e incomoda. Não importa a forma como vai viver esse luto, o fundamental é passar por esse processo que vai permitir, mais uma vez, enxergar possibilidades e ter esperanças.
Hoje, busco conforto nas orações e tenho escutado do meu coração: “Meu bebê, este ser pequenino, que estava na minha barriga, só precisou de dois meses de muito amor para cumprir sua missão na Terra”.
Rezem por mim!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O primeiro susto e a primeira alegria
Hoje completo minha 7ª semana de gestação.
E acreditem, já passei pelo primeiro susto! E que susto!
No domingo pela manhã, acordei e percebi um sinal de sangramento. Como sou marinheira de primeira viagem, fiquei bastante preocupada.
Tinha minha consulta agendada para a terça feira, e minha mãe ficou tentando falar com a médica para adiantá-la, pois o sangramento só foi aumentando. Na verdade, estava muito tensa, cheguei a achar que tinha perdido o bebê.
Conseguimos adiantar a consulta, e na segunda feira relatando para a médica o que estava acontencendo, ela pediu logo o primeiro ultrasom para saber como estava o bebê.
Foi a minha primeira grande alegria na gravidez, pois ouvi o coraçãozinho do bebê pela primeira vez. E batendo forte.
É uma sensação indescritível, uma emoção sem igual! E saber que estava tudo bem, que o bebezinho estava lá, minúsculo ainda (0,75cm), mas forte, me fez bem mais calma. Minha mãe estava comigo, quase morreu de tanta emoção, ficou muito emocionada e feliz.
Já com o ultrasom em mãos, voltamos ao consultório para a oficial primeira consulta com minha obstetra. Foi uma consulta muitoooo longa, levei um caderninho e tirei todas as possíveis dúvidas, eliminei um monte de mitos, e saí daquele jeito: nas nuvens.
Fiquei imensamente satisfeita com a escolha da minha médica, ela tem uma sensibilidade diferente com relação a gravidez, talvez porque já é mãe e porque teve dificuldades para engravidar. Ela também conversou comigo sobre algo que carrego diariamente, algo com que me preocupo todos os dias: cuidar bem do meu casamento. É preciso pesar sempre em uma balança e não deixar que o assunto “gravidez/bebê” desequilibre qualquer parte do meu relacionamento.
Ela começou dizendo que meus olhos brilhavam e que, dentre as pessoas que ela conhece, eu era uma das mais apaixonadas pelo momento que vivo. E é verdade. Sou ariana, sou intensa e adoro ser assim. Ela disse que, acima de qualquer paixão que já senti, a gravidez já estava tomando conta de tudo na minha vida. Estava no olhar, nas conversas, em tudo. E então começou a falar sobre o cuidado que eu deveria ter com meu casamento, para que não parecesse que uma coisa era maior, ou mais importante, que a outra. Não só para mim, mas principalmente para meu marido.
Depois dessa longa conversa, eu passei a prestar atenção e a me policiar para não ser monotemática, com meu marido, com a famíla e com os amigos. É claro que, logo que me encontra, a maioria pergunta mil coisas sobre a gravidez e a saúde do bebê. Mas passei a esperar pelas perguntas e respondê-las com todo amor, ao invés de só falar disso ou começar as conversas com o tema.
É absolutamente comum que as mulheres foquem na gravidez e “se esqueçam” um pouco do casamento ou do marido. A mulher sente cada evolução do bebê, e o homem não. O homem só vem a ter um sentimento mais próximo e é arrebatado por tudo isso quando a criança nasce. E precisamos nos lembrar disso todos os dias, sim!
É preciso frisar: eu serei mãe, mas continuo sendo mulher. E para ambos: nós seremos pais, mas continuamos sendo um casal. Uma coisa não se sobrepõe à outra. Nessa fase, é bacana dividir toda e qualquer decisão a respeito do bebê. Eu, tão acostumada a me virar sozinha, correr atrás das minhas coisas, ser independente, estou me policiando. Cada exame, cada roupinha, cada detalhe do quarto, cada presente recebido, decisões sobre tudo, cuidados, atividades. Eu não sou mais uma pessoa só e carrego comigo um bebê que é tanto meu filho quanto do meu marido. Fazer com que ele se sinta parte de tudo é importante para preservar o que foi construído até então.
Eu, de tanto prestar atenção (e, claro, não acerto sempre – aliás, bem longe disso), percebi que estou ainda mais apaixonada pelo meu marido e que nosso casamento mudou de lugar. Há agora um amor diferente, algo muito doido, mas que coloca o casamento em um patamar maior, diferente.
Escrevo esse post não só para dividir com vocês o susto, mas também um cuidado que me fez muito bem, e também para dizer: “Obrigada, meu amor. Obrigada por tudo que está acontecendo nas nossas vidas, por ser o companheiro que você é e por nos amar tanto assim. Obrigada pela paciência, pela compreensão, pelos seus valores individuais e familiares, por me ajudar com tudo e por ser o pai do(a) nosso(a) filho(a). Te amo.”
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O grande peso da responsabilidade
É impressionante como de uns dias para cá passei a reparar mais na educação e no comportamento de crianças ao meu redor. Parece um pouco aquela história de quando decidimos trocar de carro e, do nada, passamos a ver aquele de nossa preferência em todos os lugares. Mas, no caso da gravidez, acontece em proporção maior e de forma muito mais profunda.
Eu estava em um supermercado nesse final de semana e uma criança chamava pela mãe, que conversava com uma amiga. Ela disse para a filha: “espera a mamãe terminar de falar com a tia” e, automaticamente, a menina passou a gritar cada vez mais alto. Aquilo chamou a atenção de todos. Acabei me lembrando de como minha mãe lidava com isso. Ela também sempre teve um olhar “x”. Era “o olhar”, aquele que me colocava no lugar, sem precisar de uma palavra. Nunca levei um tapa, nunca apanhei. Era apenas na conversa, na bronca, no castigo até, mas jamais na violência, na chinelada.
Mas como será que minha mãe fez para que esse olhar virasse um código? Como é que hoje eu me lembro de que interromper os pais – principalmente aos gritos – era muito feio e errado? Como é que, até hoje, quando ela me chama de ALINE (ao invés de filha, Filó etc.), eu me pego pensando se fiz alguma coisa errada? hahaha
Isso desencadeia todo um temor, uma preocupação sobre como agir com meu filho que está a caminho. Tenho medo de errar, de ser mimado demais, de não conseguirmos passar os valores em que eu e meu marido acreditamos.
Sempre tive uma educação rígida, especialmente por ter sido a filha mais velha. Ficava de castigo, tinha hora para tudo e fui criada sem privilégios. Eles não queriam errar comigo.
Até pouco tempo eu olhava para crianças muito mal educadas com uma certa crítica aos pais, sem nunca pensar a fundo na responsabilidade de criar alguém. Quando minhas amigas passaram a ser mães, vi de outra maneira. Hoje, grávida, tenho mais compaixão pelos pais, temendo fazer sem perceber aquilo que eu antes criticava.
Paciência, amor, aprendizado mútuo diário… Quantos fatores a mais, além desses, são necessários para a educação e a formação dos nossos filhos? Erraremos muito? Com certeza. Mas aprender com o erro parece ser a chave, juntamente do respeito ao espaço daquele outro serzinho que está ali, assimilando tudo ao mesmo tempo. Uma fórmula exata não existe e a maneira de educar difere de criança para criança.
O dia a dia ensinará e só peço a Deus que meus erros possam ser remediados e que eu e meu marido consigamos fazer um bom trabalho. A única certeza que tenho é que não há certezas e que não podemos exigir perfeição de nós mesmos. Estamos aqui para aprender e devemos nos perdoar por possíveis equívocos, mesmo que cometidos com – ou com excesso de – amor.
E seja o que Deus quiser…
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
E lá vamos nós....
Não consigo pensar em mais nada, a não ser no bebê que está a caminho.
Se eu disser que foi planejado, estaria mentindo. Mas tampouco digo que não queríamos um filho. Nossa ideia, minha e do Michael, era engravidar lá pelo final de 2014, mas eis que… aconteceu!
A notícia de um filho provoca em mim um misto de muitas coisas. A maioria boas, mas sinto também um pouco de medo. Sei que logo, logo, terei mais um grande amor na minha vida. Mas confesso que pensar em um bebezinho só meu, me deixa receosa. Será que ele vai seguir os passos do pai e só dormir a noite toda com sete meses? Ai, pobre de mim, rs.
Sei que no fim das contas valerá a pena. Até mesmo as noites não dormidas. Sei que isso tudo é pequeno perto da grandiosidade e da honra de se colocar um humaninho no mundo.
Mas me deem um desconto, porque eu estou no começo da gravidez e bem naquela fase punk, de mal-humor no limite, cansaço ao extremo e preguiça até de respirar. Esses são os únicos sintomas que tenho! Enjôos, mal estar, náuseas, ainda não fazem parte do meu cotidiano.
Na próxima semana irei a primeira consulta com o obstetra. Estou ansiosa, afinal não farei meu pré-natal, muito menos meu parto, com a minha médica, que me acompanhou nesses últimos anos. Ela está de licença maternidade e só voltará a trabalhar em março de 2014. Então começarei do zero.
Mas estou disposta, principalmente por receber meu bebê. E que seja muito bem-vindo. E que com ele venha mais uma vida de amor, aprendizado, sacrifícios e alegrias ;)
Com carinho,
Aline
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Antes e depois do POSITIVO
A vida da mulher se resume em duas fases... antes e depois do POSITIVO.
Isso mesmo... Depois que recebi o teste positivo de gravidez, TUDO mudou de um segundo para o outro... e é inacreditável como mudou!!!
Física e psicológicamente!!!
Tudo gira em torno do ser tão pequenininho que cresce no ventre. Comecei a ler e pesquisar tudo sobre gravidez... em uma semana fiquei sabendo tanto quanto meus médicos (verdade)!
Conheço todos os sintomas e mudanças que estão acontecendo e que irão acontecer nos próximos 9 meses mais compridos de minha vida!!!!
Ninguém me contou antes de engravidar que iria contar a gestação em semanas e não em meses, e cada semana é uma vitória.
E a barriga? Passo horas olhando no espelho e achando que a barriga já está enorme, mesmo que ninguém esteja percebendo isso! Até porque antes do exame, estava fazendo um tratamento de redução de medida do abdômen. Sério! Queria reduzir minha barriga, que agora só irá aumentar.
A alegria de saber que uma “sementinha” irá se tornar um bebê é indescritível!
A gravidez é isso! É a maior mudança que vai acontecer no meu corpo!! São alguns desconfortos e incômodos, são exames que não acabam mais, mas é a maior alegria que já imaginei sentir!
Ao estar vivendo este período mágico de minha vida, posso sim confirmar que minha vida se resume em, antes e depois do POSITIVO!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Quando o amor não cabe mais no peito...
... ele vai para dentro da barriga! ♥
Pois é queridas leitoras, foram meses escrevendo sobre os sonhos, anseios, medos e alegrias do casamento.
Quem me acompanha desde o comecinho sabe que o meu ideal de vida sempre foi o mais simples de todos: me casar e ser feliz. Essa sempre foi minha maior ambição. E pra quê mais?
Bom, hoje, me considero uma pessoa completa. Me casei com o homem da minha vida e acabo de receber de Deus o pedacinho que faltava para completar o meu conto de fadas: um filho (a)!
Algo sublime, inexplicável está invadindo meu ser.
Agora tudo faz sentido, tudo tem mais valor, mais amor... Alguém me explica como pode uma sementinha de 2mm despertar em mim, o meu querer ser alguém melhor?
Como pode alguém que eu ainda nem sei o nome, o rosto, a voz, ser tão amado por mim? O milagre da vida é inexplicável. Realmente só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.
Quero compartilhar aqui com vcs, minha nova experiência, agora como mãe!
Assinar:
Postagens (Atom)

























