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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Mais uma etapa difícil.... o primeiro dia na escola


Depois de alguns meses sem postar aqui no blog, venho pra compartilhar com vcs mais um momento complicado na maternidade... o primeiro dia de aula.

Escrevi algumas palavras para a Elis, e vou postar aqui, para que ela possa ler e entender quando tiver entendimento para isso:

Filha querida, neste momento, apesar de já saber que vc não é só minha, percebo que está na hora de alçar novos voôs!
O que pude fazer, foi olhar todas as opções possíveis e escolher o melhor para vc, segundo os princípios e valores da nossa família.
E ai está seu momento: primeiro dia em sua vida que passará algumas horas do seu dia, longe dos olhos da mamãe, do papai e dos vovôs. Vc aprenderá a conviver em grupo sem nossa supervisão, brincará, descobrirá novas atividades, e saberá ser feliz também longe de nós.
É mais um cordão umbilical se rompendo: Me dói hoje não poder te proteger diariamente, mas me alegra saber que eu e seu pai estamos te proporcionando o melhor que podemos. Me dói saber que conforme o tempo passa, menos de mim precisará, menos minha falta sentirá, mas conforta saber que essa é a lei da vida.
Dói sim, mas acima do que eu sinto, fico realizada ao poder te proporcionar isso.
Quero-te feliz para sempre, até lá na frente, quando meus olhos fecharem-se eternamente. Estou hoje começando uma preparação para que saiba viver por si e em sociedade.
Como uma leoa que ensina seu filhotinho a caçar, essa "independência da minha pessoa" é um passo para que cresça feliz, tenha valores, princípios e esteja emocionalmente preparada para viver independentemente neste mundo cão.
Saiba, porém, que estarei SEMPRE pronta e aqui, de braços abertos para o que precisar.
Hoje será só uma horinha longe de nós. Amanhã duas. Semana que vem quatro. E assim gradativamente até que, no longo prazo, seja madura o suficiente para entender o ciclo da vida e passar isso adiante.
Esse é o seu primeiro passo.
Boa aula, minha princesa!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os fantásticos (terríveis) 2 anos



E os 2 anos da Elis se aproximam, e com ele uma fase "graciosa" que praticamente toda criança passa: os terríveis 2 anos.

Nesse período ocorre a transição bebê > criança e, além de ser uma fase de grandes mudanças para os pequenos, também acontecem as birras homéricas, os chororôs, as frustrações, um certo egoísmo e aquela dificuldade em aceitar e entender que o “não” e o “depois” existem.

Elis sempre foi uma criança muito doce, carinhosa, terna e muito apegada a nós. Sempre soube demonstrar carinho a todos os que a cercam... Mas também, sempre deixou claro a que veio, demonstrou ser geniosa e dona de uma forte personalidade. Porém nunca teve dificuldade em acatar bem as ordens recebidas e obedecia prontamente um não.
No entanto, ultimamente ela tem estado terrível. Nem parece a mesma princesa de sempre. Não em todo o tempo, mas algumas vezes ela tem apresentado um comportamento que nunca tínhamos observado antes, deixando todos os que a cercam (pais, avós, tios) de cabelo em pé.

Por isso minhas palavras chave para essa fase em especial, têm sido: amor, paciência e desapego – de tempo, de rotina, de espaço, enfim, de tudo.

De qualquer modo – e chegando no motivo de estar escrevendo esse post – o que tem me chamado muito a atenção desde que a Elis mudou seu comportamento, é o quão fascinante e encantador o mundo se tornou para ela, que agora anda, corre, senta, cai, levanta, deita, rola, sobre e desce sem auxílio de ninguém. Cada novo lugar, cada novo obstáculo, cada novo movimento, cada nova sensação é especial e única para uma criança nessa fase (e talvez em todas as outras, por que não). Eu vejo muita vida ali, querendo saltitar para fora daqueles olhinhos curiosos. Por isso tento acolhê-la mais e, ao invés de simplesmente impor e dizer não, dar opções a ela. Pensar algo como “cara, imagina o quanto isso aqui deve parecer o máximo para ele?!”. Às vezes consigo manter totalmente a calma e agir de forma lindamente racional, outras vezes não (porque, afinal, também tenho meus dias ruins e meus dias de tpm…).

Por isso tudo, tenho enxergado esse período não mais como terrível apenas e sim como “os fantásticos (terríveis?) 2 anos”. Porque é a melhor e a pior fase – ao mesmo tempo. Todos os dias ela nos presenteia com novos aprendizados, palavras, frases, gracinhas e muito carinho; assim como todos os dias ela arranja um motivo diferente para dar piti e chorar… chorar. E assim vamos seguindo, até que ela tenha maturidade suficiente para entender explicações mais complexas sobre a vida e suas regras. Por agora, não adianta fazer discurso eleitoral. Basta informar da forma mais simples possível e acolher a frustração, se ela vier.

No mais, Elis (no auge dos seus 1 ano e 8 meses) muito sabiamente vem me ensiando a contar até 15 em situações difíceis. Também ajuda entoar o nosso mantra materno “vai passar, vai passar”. Vai passar e logo virá outra fase difícil… e vai passar também. E assim o ciclo segue, infinito.

1, 2, 3… 15! :)


PS* As fotos dessa postagem, retratam o fiel resultado de suas estripulias diárias.
O queixo que o diga.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Como?

Há mais de 1 ano e meio, te olho e me pergunto como eu, seu pai, suas vovós e seus vovôs, vivemos esse tempo todo sem você.
Pra você só peço saúde, e prometo correr atrás do resto.

Te amo filha.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Agradeça sempre


Eu participo de alguns grupos de discussão no Facebook e hoje me deparei com um post que mexeu comigo, mesmo, a ponto de me fazer chorar e de vir aqui escrever esse texto.

Nele, uma das participantes mostrava a foto do seu priminho, um bebê lindo, de menos de um ano, e contava que ele nasceu com hidrocefalia e que, depois, descobriram que ele tinha um tumor no cérebro. Segundo o que ela relatou, ele iniciou o tratamento via convênio, aqui no interior de São Paulo, mas agora o convênio afirma que não irá cobrir os custos de tratamento e hospedagem da família pois o seu plano ainda está em período de carência.

O bebê, então, começou o tratamento via SUS, mas a família não tem condições de custear hospedagem em outra cidade e aí surgiu o pedido de ajuda no grupo.

Gente, esse post cortou o meu coração. Me levou ao chão. O fato de eu ser mãe, ou porquê passei um susto com a Elis essa semana, ou o simples fato de eu ser humana, e ter um coração que bate dentro de mim, me fizeram ficar pensando sobre isso sem parar. E me fizeram, acima de tudo, parar para agradecer imensamente a saúde que a minha filha tem, pois, vamos ser sinceras, essa é a coisa mais valiosa que podemos ter. Mais valiosa mesmo que a nossa própria saúde.

Hoje, não é que a Elis não tenha nada, pelo contrário, vira e mexe tem alguma encrenca para tirar o nosso sono, mas ela leva a vida como qualquer criança da sua idade, é feliz, ativa e cheia de energia. E acredito que isso já seja motivo suficiente para acordar, todo santo dia, e agradecer, agradecer e agradecer. Seja a Deus, seja ao universo, seja a qual for a força divina que você acredita. Mas simplesmente agradecer.

Assim, quero dizer que, de verdade, pouco importa se só temos um filho e queríamos ter dois, se temos um filho que não veio na melhor hora, se temos um filho que é mais espoleta do que a gente queria ou se dorme muito pior do que a gente sonha, o que importa mesmo, mesmo, é que ele tenha saúde pois nada, nada, nada nesse mundo tem mais valor que isso.

Sempre que você for reclamar de algo, perder a paciência, achar que seu filho tinha que ser assim ou assado, lembre-se que ele é saudável e que há milhares, mas milhares de famílias que dariam tudo para essa ser a realidade delas.

Simples assim. Mas tão difícil da gente enxergar muitas vezes.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quando a maternidade nos define


Quando nascemos, basta que cresçamos um pouco e nos reconheçamos como seres humanos, partes integrantes desse mundo, para começarmos uma busca intensa pelo nosso eu verdadeiro, pela nossa missão, pelo nosso caminho. Existem aqueles que parecem já ter nascido sabendo a que vieram, aqueles que têm plena consciência e plena certeza do seu papel nessa vida. Eu não fui uma dessas pessoas.

Já quis ser bailarina, mas nunca fiz uma aula de ballet sequer. Já quis aprender a tocar cavaquinho, mas nunca fui além dos solos que um amigo me ensinou. Já quis dançar jazz, mas compareci a uma aula apenas e nunca mais retornei. Já quis ser jogadora de basquete, treinava na escola, mas desisti no meio do caminho porque achava que meus 1.62 não eram suficientes. Já quis ser fluente em inglês, mas não fui além daquilo que aprendi sozinha através da música e dos livros. Já quis ser publicitária, veterinária, jornalista e até advogada. Já quis ser aquela blogueira super organizada e manter meu blog sempre atualizado com conteúdo e imagens de qualidade, mas já passei meses sem escrever, uma palavra sequer.

De tudo que eu já quis fazer ou que comecei e não terminei, eu poderia facilmente dizer que não tive força de vontade e dedicação suficientes para levar nenhuma dessas coisas adiante. Mas isso não seria completamente verdade. A verdade, é que sempre fui muito perfeccionista e, se não fosse para ser perfeito, eu preferia não fazer. Luto contra isso desde pequena e melhorei muitíssimo nos últimos anos, graças a coisa mais imperfeitamente perfeita que poderia ter me acontecido: a maternidade. Mas ela não esteve sempre aqui. Ela chegou devagar e foi tomando conta, foi abrindo espaço onde parecia não haver.

Sabem aquela amiga, conhecida ou parente que diz desde sempre “eu nasci para ser mãe”? Então, eu não fui essa pessoa. Nunca tive um instinto materno muito aflorado. O que consigo me recordar, porém, é que ser mãe era algo que me intrigava bastante, algo que levava meu pensamento lá para longe, que me fazia ficar com a pulga atrás da orelha. E, principalmente, que fazia meu coração palpitar e dava aquela sensação de embrulho no estômago, sabem? Do tipo que a gente tem quando se apaixona ou antes da descida daquela montanha russa radical que, quando acaba, juramos nunca mais voltar.

Eu nunca soube bem ao certo qual era o meu papel no mundo, o que eu deveria ou desejava fazer. Só sabia e sentia – como provavelmente todas as pessoas desse planeta – que queria amar e ser amada, queria espalhar amor pela vida afora. E foi aí que a maternidade se encaixou com perfeição para mim. Com ela pude experimentar e aprender muito mais sobre mim mesma, sobre os outros e sobre o próprio amor. Com ela, pude conhecer com um olhar microscópico o melhor e o pior que existem aqui dentro. Com ela pude evoluir, graças a cada erro que cometi, graças a cada tropeço e a cada lágrima que deixei rolar em todas as vezes que me senti cansada, frustrada ou impotente.

De repente, é engraçado perceber que mesmo lutando internamente para que a maternidade não pudesse definir totalmente quem eu era, ela acabou, aos poucos, definindo.

Eu, que nem imaginava ser mãe, tenho curiosamente me sentido extremamente feliz e satisfeita assim, exercendo a maternidade de braços abertos, enfrentando os desafios, os dias difíceis e as minhas falhas – que são tantas – com as únicas coisas que posso ter de garantido para oferecer a minha filha: a coragem, o respeito e o amor.

Eu perdi o medo de ser mãe, no exato segundo em que me dei conta de que essa é a minha missão, esse é o meu principal papel no mundo – colocar gente amorosa e amada nessa vida. Quando falamos em ser mãe, parece algo básico, trivial, nada comparado aos grandes feitos, aqueles que mudam os rumos da humanidade. Mas, se formos analisar bem de pertinho, é sim, gente. É enorme.

Se eu ainda quero fazer e ser tudo aquilo que contei lá no início do texto? Claro que quero! Mas, por agora, mãe, apenas, me define: gente forte, guerreira, porreta e cheia de amor. É isso que eu quero ser quando eu crescer.

Esse texto, esse aprendizado, continua nos próximos capítulos – que devem durar a vida toda, eu espero.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Psiu, cá estou

Ainda tem alguém aí???

Já se foi tanto tempo desde a última postagem aqui no blog.... a vida chamou e precisei me ausentar.
Mas, aqui estou de volta, com muita saudade do meu "cantinho".
Não sei o quanto assídua conseguirei ser, mas sei que tem uma fila imensa de coisas para compartilhar com vocês!

Para marcar o retorno ao blog, trago algumas fotos de uma sessão que fiz com a Elis, em comemoração aos seus 1 ano e 6 meses.

Espero que gostem! *

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Preparativos para a festa de 1 ano


É... Quando falavam que o tempo voa, eu achava um pouco de exagero... Mas, o tempo está voando, sim!

Tá certo que os primeiros meses de vida da Elis demoraram um pouco a passar. Mais ou menos até o terceiro ou quarto mês, mas depois...
A Elis completará DEZ meses essa semana! Gente, DEZ MESES JÁ!!

Isso significa que faltam 2 meses para a festa de 1 aninho!
E os preparativos? Ahh já estão a todo vapor.
Eu como boa ariana, não gosto de deixar nada para última hora, e já consigo sentir cheirinho da festa da Elis no ar.

O que tem me assustado bastante são os preços! Uauuuu uma festa de criança, é tão cara como um casamento.
E seguindo as regras de todo brasileiro na atualidade, não estamos esbanjando dinheiro, por isso decidimos não exagerar nos gastos.
E como fazer isso?
Cortando a lista de convidados.
Claro que é uma situação complicada, mas optamos por convidar as pessoas que estiveram com a Elis durante o primeiro ano dela.
E que estiveram verdadeiramente presentes, visto que alguns amigos, talvez pela correria do dia a dia, acabou conhecendo a Elis na loja, no banco, etc.
Portanto ela irá comemorar seu primeiro ano, com as pessoas que realmente fizeram diferença nesses 365 dias.

Assim, tudo está sendo encaminhado. Até a aniversariante tem ensaiado o sorriso para as fotos e as palmas para o parabéns. hehee

E que venha Novembro!


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A filha é minha....


Sabe uma coisa que me irrita profundamente?
Pessoas que se acham super-mães e super-entendidas e vem me dizer como devo criar a minha filha.
Adoro receber dicas e conselhos.
Sempre os peço!
Mas peço a quem eu confio, a quem eu admiro, a quem sabe opinar.
Eu me irrito demais... fico com muita raiva mesmo das "pitaqueiras" de plantão.
Aquelas pessoinhas que acham que tem a receita de como criar filhos bem sucedidos!

"Olha Aline, não deixa ela dormir com você, controla o peso dela, não faz assim, faz assado. Com a minha filha eu fiz assim e deu tudo muito certo."
Ou então "Você ainda não deu tal alimento pra ela?"

Pela maneira que falam, parece que tem mini-gênios dentro de casa. E tratam a minha filha como uma incapaz.

E sabe o que me irrita ainda mais? Querer bater de frente comigo.
Eu digo que minha filha não irá experimentar algo agora, e a pessoa faz questão de oferecer pra ela, na minha frente.
Óbvio que ela vai querer.... tudo que oferece, ela fica doida pra provar!

É muito desaforo...
A filha é minha, eu crio da maneira que EU quiser e bem entender.
Leio muito, peço opinião de profissionais...
Não estou criando a minha filha às cegas, não.
Ela é a minha vida!

A Elis irá sim, fazer tudo a seu tempo.
Não porque A e B falam que fizeram com os filhos e querem me obrigar a fazer o mesmo.
Vou fazer isso por ela, pela individualidade dela. Mas não vou fazer isso com traumas pra ninguém. Vai ser com muito amor e muito respeito.

Mas, vou dizer pela milésima vez: A FILHA É MINHA E DELA CUIDO EU!

#prontofalei

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A festa de 1 ano


O primeiro aninho do bebê é, geralmente, o mais cansativo, o que todos opinam sobre tudo e o que as mamães mais sofrem com as dúvidas!

É melhor dar ou não dar a chupeta? Será que posso dar chazinho? Qual a melhor marca de fralda?
Mas quando o bebê vai crescendo, a dúvida que tira o sono das mamães é a mesma: Vale a pena ou não, fazer uma festa para comemorar o primeiro aninho do bebê?
Eu, como uma boa festeira, respondo de imediato: claro que vale!!!! Não só o primeiro, como o segundo, o terceiro, o quarto....

E fazer festa não necessariamente significa gastar rios de dinheiro, fazer empréstimo no banco, ficar devendo o que tem e o que não tem... Quando eu digo “fazer festa”, quero dizer reunir as pessoas importantes nesse primeiro ano da vida dela para passar algumas horas agradáveis, celebrando a VIDA. O resto são detalhes!

Se engana quem diz que criança de um ano não aproveita a festa. Aproveita sim. Eles sentem a nossa ansiedade, sentem as boas vibrações do momento, sentem a energia positiva das pessoas que ali estão. É claro que as crianças que não estão muito acostumadas com barulho e com muita gente podem estranhar e até ficar enjoadinhas, chorosas. Mas até essas vão sentir a alegria que passamos nesse dia!

Além disso, nós, mães e pais, merecemos também essa comemoração, afinal, sobrevivemos ao primeiro ano! Em doze meses aprendemos, duramente, a ser mães e pais. Mais que isso. Aprendemos a ser BOAS MÃES e BONS PAIS. E como aprendemos!

Então bóra comemorar! E os preparativos do primeiro aninho da Elis já estão a todo vapor.

Que venha Novembro!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um pouco da minha história



O mês de maio é um mês tão “cute”. Esse sempre foi um mês emocionante pra mim, porque quando falamos de mães, não tem como o coração não se sentir florido.
Esse ano está mais “cute” ainda, porque foi o meu primeiro ano de mamãe e eu queria falar um pouco sobre a minha história até aqui.
Como toda mulher, eu sempre pensei, quis, sonhei em ser mãe. Mas existiu uma época em que esse parecia ser um sonho distante, talvez se não impossível, pelo menos pouco provável.

Alguns anos atrás fui diagnosticada com cisto no ovário e desde então passei os meses que se seguiram, à base de remédios com hormônios para que ele não se desenvolvesse e eu pudesse ter meus ciclos menstruais todo mês, como toda mulher saudável. Mas ele foi se transformando em um cisto grande, do tamanho de uma laranja, e de massa, o que significava que a única solução para o problema seria uma cirurgia de retirada do ovário direito.
Mas existia um plano superior, e um dia com dores muito fortes no abdômen corri ao médico e ele marcou minha cirurgia para dois dias na frente. Sim, tive que retirar o ovário direito. E com isso, praticamente já havia me conformado com a impossibilidade de uma gravidez.
Mas Deus existe, Ele é real e verdadeiro, e se a minha fé antes não era nem do tamanho de um grão de mostarda, Ele deu um jeito de que eu entendesse que milagres ainda existem nos dias atuais. E acreditem, Ele mudou a minha história!

No dia certo, com a pessoa certa, que me fez viver um amor que eu nem imaginei que ainda pudesse nessa vida (depois que você apanha muito da vida, você esquece que ainda podem existir amores verdadeiros), e três meses depois de um aborto espontâneo, eu estava grávida. Siiiimm, GRÁVIDA!
Na minha primeira ultrassom, minha primeira pergunta para a médica foi “Está tudo bem com o bebê? Ele vai sobreviver?"
Sim, eu vivi um milagre, e se tem uma coisa que eu posso dizer dessa minha experiência de maternidade, foi que Deus fez um milagre na minha vida, mudou minha história, e minha pequena Elis é a maior certeza de que Ele faz coisas incríveis ainda hoje, mesmo com esse mundo dando tantos “tapas” em Seu coração de Pai.
E agora, estou aqui, onde acabo de comemorar meu primeiro DIA DAS MÃES, e não tem nada nessa vida que me dê mais alegria do que poder estar com minha pequena nos braços, e chorando com os comerciais de TV sobre o dia das mães, e entendendo que amor é esse, que é capaz de dar a vida, e sentindo que a vida só tem graça de verdade depois que temos um filho, e entendendo que ser mãe de menina é como ter um jardim florido, cheio de flores e rosas.

Sim, eu sei, mais do que nunca, o valor que a minha mãe tem pra mim, o quanto ela foi a melhor escolha dentre tantas que poderiam existir, e que Deus sempre foi incansável em Suas demonstrações de perfeição, porque só sendo perfeito, para saber qual seria a mãe perfeita pra mim.
Assim, hoje eu só quero dizer, que meu milagre é meu melhor e maior presente, e que eu possa comemorar todos os dias, com a certeza de que não passei por essa vida sem conhecer o verdadeiro amor, o tal do amor incondicional, esse que dá valor, sabor e cor a tudo o que somos e temos.

Eu amo ser MÃE!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Momento difícil


Estou passando por uma fase muito difícil, volto a trabalhar no próximo mês, pois é, está acabando a minha licença maternidade! Talvez algumas pessoas não saibam, mas sou funcionária pública, e esse sempre foi um sonho meu, foram 3 anos de estudos para isso, e deveria estar mega feliz que vou voltar ao meu cargo, mas estou triste e com medo, e tudo isso porque vou me separar o dia todo da minha pequena.

Estou apavorada, choro quase todos os dias, penso que ninguém vai cuidar dela como eu, ninar ela como eu faço e entender cada tipo de choro... Sou daquelas mães que fazem tudo, sabe? Mesmo tendo pessoas comigo, se estou em casa sou eu que assumo a Elis, e isso é por puro prazer, talvez até um certo tipo de dependência...

Tem sido muito mais difícil pensar nessa separação (ainda que apenas durante o dia) do que imaginei. E pior é que eu não tinha (até ter a Elis) aquele instinto maternal acima de tudo, ao contrário, sempre me imaginei muito mais como uma super profissional do que como uma super mãe. Mas desde que a Elis nasceu tudo mudou, e a minha vida passou a girar em torno dela, tudo acaba sendo para ela, por ela e com ela...

Eu nunca me vi mãe full time, largando meu emprego para me dedicar a maternidade. Mas não consigo me imaginar satisfeita voltando a trabalhar agora.
Apesar dos pesares, o que eu queria, era continuar com minha filha.

O que me consola é saber que ela estará bem cuidada.... com minha mãe, meu tio e minha avó. Sei que ali ela será tratada como uma princesa.

Estou pedindo muita orientação a Deus, para acalmar meu coração. Ele me confirma todos os dias, que minha plenitude está na minha família, mas que além dela tenho algumas missões a cumprir.... e por hora, estarei no lugar certo, voltando ao meu trabalho.

Exercer minha profissão, é uma grande paixão! E eu ainda tenho muito a realizar, com esta profissão que sempre sonhei e me preparei. Portanto terei que voltar tranquilamente e sabendo que minha razão estará à minha espera.

Se um dia largarei tudo? Não sei, pode ser que sim, pode ser que não. Mas tenho a plena certeza que de onde Deus me tirar, ele me colocará em algo muito maior.

Estou fazendo a minha parte e aguardando o tempo certo das coisas.





sexta-feira, 17 de abril de 2015

As lições que minha filha me ensina



Dizem os sábios que devemos sempre ouvir os velhos e as crianças.

Percebi o quanto eu aprendi e aprendo com a Elis, mesmo sem ela dizer uma palavra do que eu vou contar pra vocês!

- Ame a todos


Amor é tudo que a gente precisa. Amor pela vida, pelas pessoas, pela gente mesmo. Quer maior prova de amor gratuito do que esses pequenos oferecem? São doses cavalares de amor livre de julgamentos, sem escolha de sexo, cor, condição financeira, roupas e religião. Eles nos amam da forma mais pura e sincera, não importa o que a gente faça ou seja.

- Sempre dê um bom exemplo

Eu sou uma heroína e um espelho, não importa se sou a bandida ou mocinha. Elis vai seguir e copiar nossos passos. Passei a usar a faixa de pedestre mesmo com a rua sem uma viva alma. Mas continuo matando os mosquitos e alguns insetos infames na frente dela (é mais forte que eu, me perdoe!).

- Compreenda outros pais em situações de apuro

Toda criança, algum dia, vai dar um show em público. A gente sempre tenta achar uma justificativa: sono ou fome, sono E fome (aí a casa caiu!). Não importa, com ou sem motivo, nossos filhos vão nos fazer passar por apuros em algum momento. Se é recorrente ou se foi um caso isolado, a gente nunca sabe. Cabe a nós, pais, olharmos um pouco menos para o nosso umbigo e não julgar tanto os outros.

- Bagunça não é o fim do mundo

Eu sempre fui organizada, e bagunça é algo que me incomoda. Melhor, a bagunça dos outros incomoda muito mais do que a minha bagunça. E como manter organizada uma casa com criança? Melhor desencanar. Também não sou dessas que deixa a vida passar lavando louça. Canso de deixar louça na pia pra curtir com a minha família.

- Nunca desista!

Já parou pra pensar na persistência que tem uma criança? Pensa no tanto que eles penam pra aprender a andar, comer de colher, falar, desenhar. Pra Elis nada é impossível. Olha tudo o que eles precisam aprender. Imagina se tivessem a nossa resistência à mudança? Nós é que vamos inserindo as travas (muitas delas desnecessárias) ao longo da vida.

- Tenha paciência

E por fim, aprendi a ser um pouco mais Dalai Lama! Toda pessoa que tem filho multiplica a sua paciência. É uma necessidade de sobrevivência. Ou você tens paciência, ou você aprende a ter. Talvez a minha paciência multiplicada pode ser a de muitos dividida por 10, mas que pros meus padrões foi um progresso e tanto, ô se foi! Eu me considero uma mãe paciente. Confesso que às vezes sobra pra quem não deve, e esse é mais um exercício que eu devo fazer.. óóóóómmmmmmmmmm!!!!

Hoje a Elis completa 5 meses, e já tenho essa lista do que venho aprendendo com ela.... imaginem daqui uns 5 anos?

Feliz 5 meses para a Elis! Feliz 5 meses para a mamãe aqui!

Beijos

terça-feira, 10 de março de 2015

Porque você




Entre vários carinhos que venho recebendo desde que a Elis nasceu, nesta semana recebi uma mensagem que me deixou profundamente emocionada...

"Caracaaa... Vcs estão de parabéns. A Elis, é perfeita. É uma benção. Agora podemos entender, pq não aquela vez, e sim agora. Deus te quis o melhor. E é com ela."

Sem palavras.

Completamente emocionada.

Completamente feliz.

Obrigada, minha filha, por me proporcionar o melhor de todos os sentimentos.

Te amo!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um viva ao primeiro trimestre


Acreditem, minha bebezinha já completou 3 meses!
Nossa, como o tempo passou rápido! E agora a vida vai ficando mais tranquila!
Aos três meses, a Elis já dorme a noite toda! Tá certo que ela vai dormir tarde, mas quando pega no sono, só no outro dia mesmo!
Ela olha para a gente e dá aquela deliciosa risada, que manda embora qualquer tipo de irritação. Está curtindo o banho como se fosse um playground, e também já percebe música. Ela também se derrete para o pai, basta ouvir sua voz, e já fica toda derretida. Ahhh ela é capaz de enfiar quase a mão inteira na boca.
Agora aquela carinha de bebê RN, já vai dando espaço para uma bebê alegre e tranquila, que já começa a mostrar sua doce e forte personalidade.

Aos poucos, a vida está voltando ao normal. Aos poucos, eu voltei a caminhar, a sair para um ou outro restaurante, a ter uma vidinha mais social.
E assim ela está evoluindo, cada dia apresentando uma nova conquista.

A Elis olha para gente como se quisesse falar sem parar. Fala ahh, ohhh, arhgggg, guuuuuu e olha com carinha de interrogação do tipo "Não tá me entendendo?". Se fazemos alguma palhaçada (nisso sou craque), ela dá uma risada gostosa, daquelas que faz até barulhinho...

Ter um bebê em casa, aos três meses, é muito mais delicioso do que trabalhoso. Curtir essa rotininha meticulosa é bom para colocar a gente no eixo. Acordar às seis horas e não voltar a dormir, tem lá suas vantagens (ok, estou olhando pelo lado bom, tá?)

E o importante é que a Elis, começa a marcar espaço no nosso ninho. E acompanhar essa evolução, é BOM DEMAIS!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ser mãe é MARAVILHOSO


Como estava com saudades desse meu espaço....
Mas a vida de mãe me consome!
Estamos bem, na correria da nova vida, nos adaptando à nova rotina. Tão bom dormir e acordar ao lado da minha pequena. Elis completou 2 meses no último dia 17 e já mostra um pouco de sua personalidade com o passar dos dias, observadora, tranquila, sorridente, muito sorridente. Aliás, já começou a dormir a noite toda, adora ficar na sua cadeirinha de descanso, ama banho demorado e dormir! Minha filha é muito abençoada.

A minha vida deu um giro de 360° em 2015!

Dormir tarde todos os dias com hora pra acordar. Acordar todas as noites sem hora pra voltar a dormir. Mil refeições interrompidas. Festas e eventos perdidos. Cabelo mal cuidado, unhas por fazer, olheiras fundas. Toneladas de roupas sujas por dia. Não conseguir tomar banho e ir ao banheiro na hora que bem entender. Estar em segundo plano na sua própria vida.

Oferecer de 6 a 7 mamadeiras de 30 minutos por dia. 8 a 10 trocas de fralda de 8 minutos cada. 2 banhos de quinze minutos cada (só aí fecharam 5 horas e meia). Trocar de roupa, brincar, estimular, distrair, ensinar, educar. Levar pra ver os cachorros, tomar banho de sol, passear na praça. Cuidar. Cuidar. Cuidar.

Ter duas opções: uma casa organizada não que te permite viver a vida, ou viver desencanada em uma bagunça (isso porque tenho uma mãe que me ajuda muitooooo).

Passar o dia sem desligar um segundo.

Depois de 2 meses, concluí que mesmo assim, ser mãe é maravilhoso.

Repito. Ser mãe é maravilhoso. Maravilhoso é o amor imenso e fora do normal, que me leva fazer TUDO isso – com disposição e boa vontade – e me faz sentir o ser mais feliz e completo do mundo. O que eu ganho em troca? Sorrisos, gargalhadas e a oportunidade emocionante de acompanhar sua evolução. Parece pouco perante o trabalho que dá. Mas quem é mãe, só que é mãe, sabe que esse é o amor na sua forma mais simples e verdadeira. Que preenche tudo e me faz dar um sorriso, todas as manhãs, ao acordar e ver a pessoa mais importante da minha vida.

Um beijo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

E agora o tempo voa....


Pisquei os olhos e 25 dias se passaram.
Não vi os dias correrem, mas sinto que uma vida toda se desenrolou diante de mim. Me tornei uma ilha no meio de um monte de gente.
Uma ilha em que só vivem você e eu. Me deparei com um ser pequeno, frágil e totalmente dependente e, sem medo algum, eu simplesmente sabia o que fazer.
É o tal do instinto materno, ele existe e cresce dia após dia, junto de você. Nesses dias, você me ensinou muito mais do que eu aprendi durante minha vida toda, você me conhece muito mais do que eu conheço você. Hoje o meu cheiro preferido é o dos seus cabelos, a cor mais linda é a dos seus olhos, o meu som favorito é o seu choro forte, o que mais me preocupa são seus desconfortos e a minha meta é a tua felicidade!
Me olham e dizem que mudei... e mudei mesmo. Meu cheiro é de leite, camisola é meu uniforme, meu sono tornou-se leve, vivo de chinelo e batom só de vez em quando. Estou me reconhecendo, renascendo, ressurgindo.
Estamos ilhadas uma na outra por tempo indeterminado e isso é o que me fez entender o amor, a doação, a vida.
Obrigada meu Deus, por tamanha benção! Obrigada filha pela oportunidade de ser sua mãe.

Eu te amo, Elis! Minha princesa, minha flor!