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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
A mudança do “meu” para o “nosso”
É chegada a hora de compartilhar a vida. Um momento desejado desde que vocês se conheceram. Mas, na prática, como resolver pequenas diferenças sobre dinheiro, grandes e pequenas decisões?
A vida não é sobre questões materiais. É sobre compartilhar de verdade, estar presente e ao lado de quem amamos em momentos difíceis e também naqueles de felicidade. Esperamos isso dos nossos amigos, pais e também da família que formamos com nosso companheiro.
No entanto, antes de dividir a vida, antes do “vamos ver” e juntar as escovas de dente, temos uma visão romântica do casamento. Alguns noivos ainda moram com os pais, em quem se inspiram em questões como cumplicidade. A convivência com o parceiro se dá em fins de semana no campo ou na praia, ou seja, somente nos momentos de prazer.
Na nova casa, como será? Eu me deparei com um monte de questões. Não sabia como fazer desde pensar em ter que voltar a jantar (o que nunca fiz) até o que fazer com a conta do supermercado. Não dava para chegar em casa e simplesmente me jogar no sofá. E a roupa a ser lavada? Quem passaria o aspirador?
Obviamente que, no começo, ou um dos dois tenta fazer tudo para agradar, (e entra em estafa), ou a casa começa a acumular tudo, roupas no varal, no cesto, pó nos móveis. O maridão, antes acostumado a pegar a cerveja e se jogar no sofá, terá que entrar em um novo esquema e outro acordo ou vai ouvir muito o “aqui não é a casa da sua mãe!”.
O mesmo acontece com as contas e as prioridades. Antes, você podia gastar o seu dinheiro só com você, no salão de cabeleireiro. Ele, gastava em videogame e churrasco. Agora, vocês precisam de um pufe novo que combine com o sofá e ele acha besteira. Já você, não pode viver sem. A solução? Pensar mesmo na necessidade de cada coisa e, em caso afirmativo, tentar mostrar a sua utilidade ao parceiro.
A transição do eu e meu para nós e nosso não é difícil, mas requer paciência.
Aí você vê o quanto de cumplicidade precisaram seus pais para chegar nos 35 anos de casamento. E certeza que sempre vão dizer que valeu a pena!
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não durmam brigados
Uma das normas amorosas mais pertinentes e úteis à vida de um casal é não brigar na cama e, principalmente, não dormir irritado com quem ama. Além da qualidade do sono sofrer danos e no dia seguinte o mau humor dominar o café da manhã, acumular ressentimento vai, pouco a pouco, prejudicando a convivência e a relação. Um casal deve tentar resolver as pequenas pendências de cada dia conforme elas vão aparecendo, sem deixar que os problemas e desentendimentos se acumulem, para não gerar mágoas.
O fato é que a rotina puxada tem levado muitos homens e mulheres, ao longo da semana, a se encontrarem somente no fim do dia para conversar. Muitos, em especial aqueles com filhos, só conseguem mesmo achar tempo para falar sobre suas questões pouco antes de dormir, na cama, o que faz com que a famosa norma já citada esteja cada vez mais em decadência. Discutir a relação (a famosa D.R.), porém, não precisa necessariamente conduzir a uma noite de raiva e sono ruim. Basta tentar colocar em prática alguns conselhos para que o diálogo flua numa boa.
1. Uma sugestão para não dormir brigado, o que só servirá para amplificar os problemas no dia seguinte pela falta de descanso, é combinar antecipadamente que precisam conversar e que, portanto, vão reservar uma hora para isso. Vale fazer um esforço para chegar mais cedo em casa no dia combinado, para que tenham tempo para chegar a um entendimento.
2. Tempo é fundamental para que as pessoas possam explicar suas razões e motivações. Para quem ouve, mesmo que as justificativas não pareçam razoáveis, em princípio, é aconselhável tentar se colocar no lugar do outro e buscar ver a situação com os olhos do parceiro. Muita gente não está preparada para ouvir. Assim, sempre é bom acompanhar o que a pessoa diz para tentar conduzir a conversa, mesmo que isso seja difícil no começo.
3. Uma discussão produtiva tem que ter espaço para que as pessoas possam falar como realmente se sentem, quais os sentimentos envolvidos na situação, sem a preocupação de quem é que vai ganhar a discussão. Às vezes, o casal concorda no conteúdo, mas disputa quem tem razão porque querem se sentir no poder. Uma frase típica desse tipo de situação: "Fui eu que disse isso primeiro, a ideia foi minha".
4. Um assunto pode levar vários dias sendo discutido por ser complexo, mas é fundamental dar o primeiro passo e ir resolvendo as coisas aos poucos. No dia seguinte, ambos podem pensar no que discutiram à noite e se prepararem melhor para conversarem de novo. É importante que os parceiros se lembrem que estão discordando no assunto em pauta, mas isso não significa o fim do relacionamento ou o fim do amor. Encarar as diferenças com sinceridade e coragem fortalece a relação. Conversas profundas levam a novos acordos.
5. O melhor lugar para um casal estabelecer uma D.R. é onde haja privacidade, para que os dois possam expor seus sentimentos, limites e maneiras de ver um problema sem interrupções indesejáveis. Casais com filhos pequenos, por exemplo, devem buscar algum tipo de ajuda (avó, madrinhas, etc) para que consigam conversar em paz.
6. Em um ou outro momento, no calor da discussão, não é raro que alguém altere a voz ou use palavras de baixo calão. Quem escuta deve manter a calma e evitar entrar na mesma vibração. Avise que não está gostando do rumo da conversa, com frases do tipo "por favor, tente não falar dessa forma comigo porque estou tentando me entender com você" ou "quero conversar com você, mas peço que não levante a voz comigo, pois também acabarei falando mais alto, vamos nos alterar e nos magoa". Falar sobre a forma como acontece a discussão pode ajudar a manter a conversa num nível saudável.
7. Os conflitos devem ser debatidos sem deixar que ressentimentos se acumulem, pois quando forem conversar é preciso não estar no limite e acabar perdendo a razão, por misturar diferentes assuntos. Escolher dialogar sobre um assunto de cada vez pode ser a alternativa mais plausível para chegar a um consenso.
8. Agressividades e ofensas a características pessoais ou familiares do parceiro devem ser evitadas, pois fazem com que a discussão perca o sentido. Por isso, às vezes é melhor esperar os ânimos se acalmarem antes de tentar começar uma conversa que só gerará mais brigas.
9. E quando a D.R. não leva a lugar algum? Ou, pior, só ajuda a acumular mais ressentimento? Nesses casos, o ideal é perceber o momento de parar. Às vezes, escolher uma outra forma de se comunicar pode ser mais eficaz, como escrever um SMS ou um e-mail, por exemplo.
FONTE: Gisela Castanho, Psicóloga
Concluindo, dialogar é a formar mais saudável de um relacionamento.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Estudo comprova ligação entre casamento feliz e boa saúde
Pesquisadores concluíram que os casais que planejavam programas juntos tinham relacionamentos mais fortes e saúde melhor.
Um estudo que ouviu centenas de pessoas casadas durante 20 anos nos Estados Unidos revelou que existe ligação entre uma boa saúde e um casamento feliz.
O levantamento, feito por cientistas de universidades americanas, analisou informações fornecidas por 1.681 pessoas que permaneceram casadas com o mesmo parceiro entre 1980 e 2000. Os participantes foram divididos em dois grupos, um de casais que tinham entre 18 e 39 anos, e outro de casais entre 40 e 55 anos.
Durante esse período, os participantes responderam seis vezes a perguntas que procuravam medir a felicidade deles no casamento e a existência de problemas conjugais. Os entrevistados também foram convidados a classificar sua saúde como excelente, boa, regular ou ruim.
A conclusão foi que havia uma relação direta entre a felicidade dos casais e uma boa saúde, independentemente da idade dos cônjuges, embora os cientistas não tenham chegado a uma conclusão sobre qual desses fatores, a saúde ou felicidade, causou o outro.
Na saúde ou na tristeza
"O casamento se mantém estável se estamos mal de saúde? O que descobrimos foi que existe uma relação entre a saúde e a felicidade nos dois grupos. Se eles estão bem de saúde, há mais felicidade", diz Cody Hollist, da Universidade de Nebraska, coautor da pesquisa.
Os pesquisadores, por exemplo, concluíram que os casais que planejavam programas juntos, como jantares e cinemas, tinham além de relacionamentos mais fortes, uma saúde melhor.
Mas Hollist ressaltou que ainda não é claro como uma coisa influencia a outra.
"Não há como saber se bons casamentos levam a uma boa saúde ou se casamentos ruins fazem você ficar doente", diz o cientista.
Circunstâncias estressantes
Os pesquisadores também encontraram sinais de que curar doenças existentes parecia amenizar os problemas conjugais.
Uma descoberta que surpreendeu os pesquisadores, liderados por Richard Miller, da Universidade Brigham Young, em Utah, foi que aqueles que sobreviveram ao que, no início do estudo, pareciam ser casamentos problemáticos, mostraram uma melhoria na saúde ao longo do tempo.
"Circunstâncias estressantes podem despertar algo em algumas pessoas que as fazem procurar por caminhos mais saudáveis ao longo do tempo", diz Hollist.
Essa não foi a primeira vez que pesquisadores encontraram uma relação entre romance e saúde. Em janeiro deste ano, um estudo publicado pela Universidade de Medicina de Viena constatou que beijos e abraços podem melhorar a saúde.
O estudo foi divulgado na publicação científica "Journal of Marriage and Family".
FONTE: Site UOL
Por tudo isso, vamos procurar sermos felizes, para vivermos com mais saúde!
terça-feira, 21 de maio de 2013
Casei e agora? Saiba o que muda depois do casamento
Minha vida nunca mais foi a mesma desde que anunciamos data, horário e local do casamento, um ano antes do acontecimento. Expectativa, vestido, nervosismo, buffet, emoção, presentes.
Ser noiva é o máximo. O mundo passa a sorrir para você, e vice-versa. Nunca fui tão paparicada. Nunca vi tanto dinheiro saindo da conta também. A diferença é que gastei mais do que devia, sem nenhuma culpa.
Eis que o grande dia chegou: 30 de abril de 2011. E tudo o que foi planejado se materializou. Da decoração do salão à música da cerimônia. Deu aquele frio na barriga, a boca secou, o coração não parou de acelerar... E, em questão de horas, ganhei uma família a mais, endereço diferente, e passei a preencher qualquer ficha marcando um X no campo "casada". Engraçado que, até acabar a lua de mel, eu continuava me sentindo apenas namorada do Michael. Por mais que a aliança brilhasse na mão esquerda, me peguei várias vezes me referindo a ele como "o meu namorado". No entanto, bastaram algumas noites sob o nosso teto para tirar a carteirinha do clube das casadas.
No começo é uma delícia brincar de casinha. Comprei vários jogos americanos para combinar cores diferentes a cada dia da semana. Me sentia a verdadeira chefe de cozinha, querendo inovar todas as receitas que aprendi. Cinco meses depois, toda aquela festa de novas atribuições virou obrigação. Notei que meu caso era grave, quando me peguei com raiva de tirar o lixo da cozinha. A solução? Distribuir melhor os trabalhos caseiros, pois percebi que minha "carga" estava maior que a dele. A explicação todos conhecem: está no DNA feminino organizar tudo e na genética masculina deixar por nossa conta. Então conversamos. Sim, o diálogo é um dos melhores exercícios do casamento. E sabe o que descobri? Que o Michael nem havia reparado que eu estava ficando sobrecarregada. Portanto, mesmo que fizesse cara feia, nunca adivinharia o motivo do meu mau homor. Nos comprometemos a revezar as tarefas e está sendo assim até hoje.
No mê passado completamos 2 anos de casados. O tempo voou. Mas foi especial. Um está mais adaptado ao jeito de ser do outro. Nossa relação ganhou em maturidade, em profundidade. Me sinto como se estivesse diringindo um carro novo: fazendo cada manobra com cuidado para não provocar nenhum risco difícil de apagar. Cuido dele e ele de mim.
O casamento traz uma sensação gostosa de tranquilidade. E, está provado, faz bem até para a saúde. "Sentir-se amado favorece a auto-estima e aumenta a sensação de felicidade e bem estar", fala a psicóloga Ana Maria Rossi. O amor não acaba com o tempo, apenas se transforma. Aquela química, responsável pelo friozinho na barriga, diminui, mas o do tipo companheirismo aumenta.
É só casando para sentir como é!
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